O Novembro Azul é a campanha anual de conscientização sobre a saúde do homem no Brasil. A mobilização nasceu ligada à prevenção do câncer de próstata e hoje inclui também doenças crônicas, saúde mental, prevenção de acidentes e a forma como os homens usam os serviços de saúde.
Os números do IBGE dão a dimensão do tema. Em 2024, os homens brasileiros viveram em média 6,6 anos menos que as mulheres, e eles também vão menos ao médico. Aproximar o paciente do médico é um dos caminhos para reduzir essa distância.
Em 2026, a BNG LinkCare, marca de saúde digital da BNG Hub, participa do Novembro Azul com a campanha “O depois é agora”. De 1º a 30 de novembro, homens podem fazer uma consulta online de saúde do homem por R$ 29,90, pela página da campanha de Novembro Azul.
Saúde integral do homem: o que prevê a política nacional
No Brasil, a campanha se apoia na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), instituída pelo Ministério da Saúde pela Portaria nº 1.944/2009 e atualizada pela Portaria GM/MS nº 3.562, de 12 de dezembro de 2021.
A política organiza o cuidado em cinco eixos temáticos: acesso e acolhimento; sexualidade responsável e planejamento familiar; paternidade e cuidado; doenças prevalentes na população masculina; e prevenção de violências e acidentes. A divisão mostra que as necessidades de saúde dos homens vão além de uma única doença.
A PNAISH parte do reconhecimento de que os modos de vida e as condições de trabalho influenciam a forma como cada homem percebe sintomas e decide procurar atendimento. Por isso o acolhimento nos serviços aparece entre os eixos, ao lado da prevenção de doenças, e o Novembro Azul se torna também uma ocasião para discutir como aproximar os homens de um cuidado regular.
Saúde do homem em números: expectativa de vida e procura por médico
Segundo as Tábuas Completas de Mortalidade do IBGE, divulgadas em novembro de 2025, a expectativa de vida ao nascer no Brasil em 2024 foi de 73,3 anos para os homens e de 79,9 anos para as mulheres. Segundo o instituto, essa desigualdade é influenciada principalmente pelas mortes de homens jovens por causas externas, como homicídios e acidentes.
Os homens também consultam menos o médico. Na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, também do IBGE, 69,4% dos homens haviam se consultado com um médico nos 12 meses anteriores à entrevista, contra 82,3% das mulheres, uma diferença de 12,9 pontos percentuais.
Por que os homens procuram menos o médico: rotina, acesso e cultura
Os homens procuram menos o médico por uma combinação de fatores culturais e de rotina. Um estudo publicado em 2007 nos Cadernos de Saúde Pública ouviu homens com diferentes níveis de escolaridade e identificou a imagem social do homem como invulnerável entre os principais motivos para adiar o cuidado. Entre os entrevistados com menor escolaridade, a coincidência entre o horário de trabalho e o de atendimento também apareceu como barreira.
Jornadas extensas, trabalho em turnos e longos deslocamentos ampliam esse descompasso, que é comum a todo o setor de saúde. A distância até os serviços e a distribuição desigual de médicos também pesam. Segundo a Demografia Médica no Brasil 2025, estudo da Faculdade de Medicina da USP com o Ministério da Saúde e a Associação Médica Brasileira, o país tem 2,98 médicos por mil habitantes, mas a taxa vai de 1,7 no Norte a 3,77 no Sudeste.
Há também um componente cultural. A ideia de que suportar o desconforto ou resolver os problemas sozinho é sinal de força leva parte dos homens a adiar a consulta, padrão que os estudos descrevem como sociocultural e não como traço de todos eles.
Campanhas como o Novembro Azul levam a informação. Para que ela se transforme em consulta, o atendimento precisa caber na rotina de quem trabalha, e horários estendidos e telemedicina ampliam as portas de entrada da rede.
Telemedicina: o que a consulta online resolve e quando procurar o pronto-socorro
Para quem tem horários pouco flexíveis ou mora longe dos serviços, a telemedicina permite falar com um médico por vídeo, sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde. Pela consulta remota, é possível tirar dúvidas, apresentar sintomas e conversar sobre os cuidados de rotina adequados à idade.
Depois de avaliar o caso, o médico pode dar orientações, indicar tratamento quando apropriado, solicitar exames, recomendar acompanhamento ou encaminhar o paciente para atendimento presencial. A consulta online não substitui o exame físico, como o toque retal, nem o acompanhamento com o urologista quando ele for indicado.
No Brasil, a telessaúde é autorizada e disciplinada pela Lei nº 14.510, de 27 de dezembro de 2022. A prática da telemedicina também é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), por meio da Resolução nº 2.314/2022, que estabelece parâmetros para o atendimento médico a distância, incluindo responsabilidades profissionais, registro das informações clínicas, confidencialidade e proteção dos dados dos pacientes.
Quando procurar atendimento presencial imediato
A consulta online não substitui o atendimento de emergência. Em casos de dor no peito, falta de ar intensa, sinais de AVC (como fraqueza em um lado do corpo, boca torta ou dificuldade para falar), sangramentos importantes ou acidentes, procure imediatamente um pronto-socorro ou ligue para o SAMU (192).
Novembro Azul na BNG LinkCare: como funciona a consulta por R$ 29,90
De 1º a 30 de novembro de 2026, a consulta online de saúde do homem da BNG LinkCare sai de R$ 49,90 por R$ 29,90. A condição é exclusiva para pacientes homens, e o acesso é feito pela página da campanha de Novembro Azul, que já aplica o cupom NOVEMBROAZUL26.
O atendimento é feito pelo médico disponível no Pronto Atendimento Digital no momento do acesso, 24 horas por dia, pelo celular ou computador. A consulta segue um roteiro preventivo voltado à saúde do homem, e o valor promocional vale apenas para esse fim. O preço se refere somente à consulta: os exames, quando solicitados, não estão incluídos e podem ser feitos no laboratório de preferência do paciente.
O cuidado com a saúde masculina não termina em novembro. A proposta de “O depois é agora” é que o primeiro contato com o médico aconteça já, para que a atenção à saúde passe a fazer parte da rotina.
BNG LinkCare: telemedicina para pacientes e instituições
Com mais de 50 mil consultas realizadas, a BNG LinkCare oferece diferentes formatos de telemedicina, entre eles pronto atendimento online, consultas com clínicos e especialistas, atendimento em psicologia e cobertura médica remota para unidades de pronto atendimento. Esses serviços chegam ao paciente diretamente, como na campanha de Novembro Azul, e também por meio de instituições públicas e privadas que incorporam a telemedicina à sua rede.
Para gestores públicos e corporativos, a telemedicina é uma forma de ampliar o acesso à saúde dentro da estrutura que já existe, com atendimento desenhado a partir das necessidades de cada rede.
Vamos conversar? Se a sua instituição avalia oferecer telemedicina, fale com a equipe da BNG Hub.



