A BNG Hub faz parte da Pediatria do Hospital Estadual de Sumaré, desde 2022 o melhor hospital público do Brasil 

O Hospital Estadual de Sumaré (HES) é o melhor hospital público do Brasil pela segunda vez. O hospital liderou a primeira edição do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil, em 8 de novembro de 2022, e voltou ao primeiro lugar na edição anunciada em 29 de maio de 2026, na sede da OPAS/OMS, em Brasília. O levantamento é do Ibross (Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde), em parceria com OPAS/OMS, Instituto Ética Saúde, Conass e Conasems, e avaliou 5.279 hospitais do SUS até chegar aos dez primeiros colocados. A BNG Hub faz parte dessa operação: desde fevereiro de 2023, é parceira de gestão das equipes médicas da UTI Pediátrica e da Enfermaria de Pediatria do hospital. Já nos primeiros seis meses de trabalho conjunto, a unidade avançou em certificação de qualidade, giro de leito e tempo de internação. A BNG Hub é uma empresa de gestão em saúde que atua em parceria com hospitais e operadoras, integrando coordenação clínica, governança de dados assistenciais e gestão de equipes médicas. O que a BNG Hub faz na Pediatria do Hospital Estadual de Sumaré? A avaliação do Ibross, conduzida com apoio do Ipead/UFMG e do Instituto DataSenado, foi além da estrutura física: pesou acreditação hospitalar, taxa de mortalidade ajustada, internações de alta complexidade, leitos de UTI, taxa de ocupação, tempo médio de permanência, compliance institucional e satisfação dos usuários. São indicadores que se constroem plantão a plantão, e é nesse terreno que a parceria com a BNG Hub trabalha. Segundo o Departamento de Pediatria da FCM Unicamp, a pediatria do HES reúne 29 leitos de enfermaria, sendo 2 de isolamento, e 7 leitos de UTI pediátrica, sendo 1 de isolamento, com cerca de 1.150 pacientes por ano na enfermaria e 170 por ano na UTI. A unidade tem vínculo formal com o departamento e é campo de residência médica, com estágios em Pediatria Geral no segundo e no terceiro ano. Por que um hospital de referência busca uma parceria de gestão? Em uma unidade desse porte, o desafio permanente não é criar qualidade, é mantê-la em escala. Isso significa documentação assistencial atualizada diante da rotatividade natural das equipes, cobertura médica previsível e médicos e enfermagem trabalhando sobre o mesmo plano de cuidado, paciente a paciente. Foi esse o cenário que orientou o trabalho da BNG Hub na Pediatria do HES, com três prioridades definidas junto ao corpo assistencial já existente: dar previsibilidade à escala, documentar os protocolos em uso e ampliar os espaços de decisão conjunta entre as categorias profissionais envolvidas no cuidado. Quais frentes a parceria colocou em prática? Construção conjunta das rotinas: as definições partiram do diálogo direto com os profissionais da unidade, tomando o conhecimento clínico acumulado pelo grupo como ponto de partida. Visitas multidisciplinares: rondas conjuntas passaram a integrar médicos, enfermagem, fisioterapia, farmacêutico clínico e outros profissionais da equipe assistencial, reunindo diferentes especialidades em torno de um plano de cuidado único para cada paciente. Documentação dos protocolos: os fluxos de atendimento já praticados foram formalizados por escrito, dando ao time uma referência técnica comum para a decisão clínica. A adoção foi progressiva, e a experiência clínica já consolidada do grupo acelerou a incorporação das novas práticas, que viraram rotina ao longo dos meses seguintes. Que resultados a Pediatria do HES alcançou em seis meses? Com os protocolos documentados e a previsibilidade da escala ampliada, a unidade avançou em três indicadores relevantes de qualidade assistencial. Indicador O que mudou na prática Certificação de qualidade Protocolos documentados e auditáveis, sustentando a recertificação ONA e Qmentum Giro de leito Leitos disponíveis mais rapidamente na UTI e na enfermaria, com ganho de capacidade sem ampliação de estrutura Tempo de internação Redução do tempo médio, com a cânula nasal de alto fluxo incorporada ao protocolo Acreditação ONA e Qmentum A unidade obteve selo de qualidade e recertificação nos programas ONA (Organização Nacional de Acreditação) e Qmentum (Accreditation Canada International). A ONA avalia hospitais brasileiros em três níveis crescentes de exigência, do cumprimento de padrões básicos de segurança e gestão até a excelência assistencial, com auditorias independentes renovadas periodicamente. A Qmentum, metodologia canadense da Accreditation Canada aplicada em mais de 40 países, examina governança clínica, adesão a práticas baseadas em evidência e qualidade da gestão hospitalar. Para uma unidade da rede pública, as duas certificações funcionam como validação externa de que a assistência prestada na pediatria do HES atende a padrões reconhecidos nacional e internacionalmente. Giro de leito Com leitos disponíveis mais rapidamente, a UTI Pediátrica e a Enfermaria ampliaram a capacidade de atendimento sem aumento de estrutura. Em uma unidade com 7 leitos de UTI pediátrica e 29 de enfermaria, cada leito liberado com segurança significa uma criança a mais atendida na região. Tempo de internação e cânula nasal de alto fluxo A queda no tempo médio de internação tem um destaque técnico: a entrada da terapia de oxigenação por cânula nasal de alto fluxo no protocolo. O recurso oferece oxigênio aquecido e umidificado em fluxo elevado, reduzindo o esforço respiratório da criança e permitindo, em parte dos casos, tratar quadros respiratórios sem recorrer a suportes mais invasivos. “Com o alinhamento da equipe, a implantação de protocolos como o cateter de alto fluxo e a realização de visitas multidisciplinares, alcançamos em seis meses o grau de eficiência que comumente leva um ano. O resultado mais gratificante foi ver a melhora dos indicadores de mortalidade e a recertificação ONA e Qmentum do hospital.” A avaliação é da Dra. Juliana Carvalho, CRM-SP 89109, coordenadora médica da BNG Hub no HES. O que vem a seguir: inteligência clínica e cuidado humanizado A parceria projeta, junto ao hospital, três novas frentes. A primeira é a instalação de uma plataforma de inteligência clínica com base de dados de terapia intensiva, que permite comparar os indicadores da unidade com os de hospitais de perfil semelhante, ajustados pela gravidade dos pacientes, orientando decisões clínicas e de gestão com base em dados. As outras duas olham para a experiência da criança internada. O programa “Hora do Soninho” protege o sono

Outubro Rosa 2026: BNG LinkCare oferece consulta médica online por um preço mais acessível

No Outubro Rosa de 2026, a BNG LinkCare, marca de telemedicina da BNG Hub, oferece consulta médica online por um valor ainda mais acessível, até 31 de outubro. A ação se soma à mobilização do Outubro Rosa, que reúne instituições de saúde, empresas e gestores públicos em torno da conscientização sobre o câncer de mama e do diagnóstico precoce. A iniciativa usa o mês da campanha para incentivar que a mulher olhe para a própria saúde como um todo: conversar com um médico, cuidar da prevenção e manter a rotina de exames em dia quando houver indicação. O objetivo é reduzir barreiras de tempo, deslocamento e custo para que esse cuidado aconteça. Por que o Outubro Rosa é importante para a saúde da mulher? O Outubro Rosa reforça a prevenção, a detecção precoce e o tratamento do câncer de mama e do câncer do colo do útero, como destaca o Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais frequente entre as mulheres brasileiras. As estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA) para o triênio 2026 a 2028 apontam 78.610 casos novos de câncer de mama por ano, o que corresponde a cerca de 30% dos casos novos de câncer em mulheres. Pela abrangência e pela visibilidade que alcança no país, o Outubro Rosa é também uma oportunidade para ampliar a atenção à saúde da mulher de forma integral, com informação, consulta médica e prevenção. O cuidado com a saúde precisa caber na rotina Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2022, do IBGE, as mulheres dedicam em média 21,3 horas por semana a afazeres domésticos e ao cuidado de pessoas, contra 11,7 horas dos homens, como noticiou a Agência Brasil. Essa distribuição do tempo é uma característica comum da sociedade e ajuda a explicar por que praticidade e agilidade no acesso fazem diferença no cuidado com a própria saúde. Quando a orientação médica se encaixa no dia a dia, fica mais simples manter em dia as consultas periódicas, a prevenção, o check-up e o acompanhamento quando houver indicação. Iniciativas de telemedicina como a da BNG LinkCare ampliam o acesso à orientação médica e somam capacidade à rede de saúde, pública e suplementar, ao lado dos serviços presenciais que já atendem a população. Ao aproximar a mulher do médico, a telemedicina contribui para que mais pessoas mantenham o cuidado em dia e cheguem ao atendimento presencial, quando necessário, já orientadas sobre o próximo passo. Mudanças no acesso à mamografia no SUS e nos planos de saúde Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou as orientações de acesso à mamografia no SUS: mulheres de 40 a 49 anos passaram a ter acesso ao exame sob demanda, em decisão conjunta com o profissional de saúde, e o rastreamento ativo, a cada dois anos, passou a abranger a faixa de 50 a 74 anos, com acesso organizado pela Unidade Básica de Saúde de referência. Na saúde suplementar, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aprovou a cobertura da mamografia digital sem restrição de idade, em vigor desde 1º de outubro de 2026 e mediante indicação do médico que acompanha a paciente; antes, a cobertura obrigatória se restringia a mulheres de 40 a 69 anos. Como funciona a consulta online da BNG LinkCare Na ação de Outubro Rosa da BNG LinkCare, a consulta online é um pronto atendimento digital: acontece por videochamada, sem necessidade de hora marcada, com médico com registro no CRM e podendo ser realizada pelo celular ou computador. Para quem tem pouco tempo na rotina ou mora longe de um serviço de saúde, o formato reduz o deslocamento e facilita o primeiro contato médico. A consulta acolhe queixas e sintomas do dia a dia e dúvidas sobre ciclo menstrual, métodos contraceptivos e menopausa, inclusive de mulheres que ainda não sabem quais exames precisam realizar. A partir da avaliação, e sempre que houver indicação clínica, o médico pode emitir o pedido de mamografia para mulheres na faixa etária indicada ou com histórico familiar, assim como de exames de rotina e de check-up, como hemograma, glicemia, colesterol, exames de tireoide e preventivo. Os pedidos são adequados à idade e ao histórico de cada paciente, e os exames são realizados presencialmente, no local de preferência da paciente. Quando necessário, o médico também faz o encaminhamento a especialistas, como ginecologista ou mastologista, para que a mulher siga o cuidado na rede presencial com o profissional adequado ao seu caso. *Em situações de urgência e emergência, a orientação é procurar diretamente um serviço de atendimento presencial.* Como participar da ação de Outubro Rosa da BNG LinkCare? A ação de Outubro Rosa da BNG LinkCare oferece consulta médica online por R$29,90, com validade de 1º a 31 de outubro de 2026.  A condição é exclusiva para pacientes do sexo feminino e dedicada à saúde da mulher. O acesso é feito pela página da campanha, onde a consulta pode ser iniciada diretamente pelo celular ou computador. Como se trata de um Pronto Atendimento Digital, não há agendamento nem escolha de profissional: a paciente é atendida pelo médico disponível no momento do acesso. A consulta segue um protocolo preventivo voltado apenas à saúde da mulher e o valor especial vale somente para esse atendimento. Telemedicina em apoio a municípios e unidades de saúde A BNG LinkCare é a marca de telemedicina da BNG Hub, com mais de 50 mil consultas realizadas. Além da ação de Outubro Rosa, a plataforma apoia municípios e unidades de saúde a ampliarem o acesso ao atendimento médico e às especialidades, como em Colatina (ES), em Mirassol (SP), Sul de Minas e diversas outras, sempre fortalecendo a estrutura de saúde já existente. A BNG Hub segue dedicada a apoiar o cuidado com a saúde da mulher, somando tecnologia e acesso médico à rede de atenção. Acesse a página da campanha para saber mais sobre a ação.

Setembro Amarelo termina, mas o cuidado continua: Guaxupé amplia acesso à Psicologia pelo SUS 

Campanhas como o Setembro Amarelo têm um papel importante: colocar a saúde mental em evidência, ampliar a informação e incentivar a busca por ajuda. Mas, quando setembro termina, a necessidade de cuidado permanece. Em Guaxupé (MG), o movimento de conscientização veio acompanhado da ampliação da oferta de atendimento. Desde 8 de setembro, o município passou a contar com teleconsultas de Psicologia pelo SUS, conectando a população a profissionais especializados por meio da BNG LinkCare. Em pouco mais de três semanas, foram 214 consultas realizadas, envolvendo 8 psicólogos. O serviço segue disponível, transformando um período de mobilização em uma ação permanente de cuidado. Por que a saúde mental é um desafio para a gestão pública? A demanda por cuidado em saúde mental cresce mais rápido do que a capacidade de oferta em praticamente todos os sistemas de saúde. Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde divulgado em setembro de 2025, mais de 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental no mundo, e a maioria não recebe cuidado adequado. O relatório da OMS aponta ainda que a saúde mental representa, em média, apenas 2% dos orçamentos de saúde e que a mediana global é de 13 profissionais de saúde mental para cada 100 mil habitantes. No Brasil, o impacto aparece também no mundo do trabalho. A Previdência Social concedeu 546.254 benefícios por incapacidade temporária motivados por transtornos mentais e comportamentais em 2025, alta de 15,66% em relação a 2024. Transtornos ansiosos e episódios depressivos lideram a lista, e Minas Gerais aparece como o segundo estado com mais afastamentos, com 83.321 benefícios. Para os municípios, o crescimento da demanda se traduz em uma equação comum a boa parte do interior do país: a procura por atendimento psicológico aumenta, enquanto a disponibilidade de profissionais especializados na região nem sempre acompanha o mesmo ritmo. Como o SUS vem ampliando a oferta em saúde mental? O SUS vem ampliando a oferta em saúde mental com mais atendimentos especializados, mais orçamento para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e novos pontos de atenção. De acordo com o Ministério da Saúde, foram 192 mil atendimentos especializados em saúde mental no primeiro semestre de 2025, ante 158 mil no mesmo período de 2023. O orçamento da RAPS passou de R$ 1,6 bilhão em 2022 para R$ 2,25 bilhões em 2024, e 653 novos pontos de atenção foram habilitados desde 2023. A expansão da RAPS valoriza o papel dos municípios, que organizam a porta de entrada do cuidado e definem como o paciente chega ao atendimento especializado. A teleconsulta soma capacidade justamente nessa etapa, reforçando a estrutura já instalada sem exigir a presença física do especialista na cidade. A BNG Hub participa desse movimento de expansão com a telemedicina, frente que integra o ecossistema do grupo por meio da plataforma BNG LinkCare, com mais de 50 mil consultas realizadas. Em Colatina (ES), o modelo telepresencial somou 310 consultas especializadas nos primeiros 30 dias, com destaque para a neurologia e 46 atendimentos de neuropediatria. Em Mirassol (SP), a plataforma apoia a TeleUPA com cobertura médica 24 horas. No Sul de Minas, a atuação conjunta com o CIMOG levou a telemedicina especializada a Muzambinho, com nove especialidades, a Monte Santo de Minas, com sete, e a Guaxupé, que começou pela Psicologia. Em comum, essas experiências partem da mesma premissa: a tecnologia amplia o alcance da rede, enquanto a regulação, as prioridades e o desenho do cuidado permanecem com a gestão local. O que mostram os números de Guaxupé? Em pouco mais de três semanas, 195 pessoas passaram a ter acompanhamento psicológico agendado ou em andamento. As teleconsultas de Psicologia integram o projeto de telemedicina especializada realizado com o CIMOG (Consórcio Intermunicipal da Baixa Mogiana), que reúne 17 municípios da região. Guaxupé, Muzambinho e Monte Santo de Minas foram as primeiras cidades a receber a telemedicina especializada, como registrou a matéria do Hub News sobre a chegada da telemedicina ao Sul de Minas. Como funciona a teleconsulta de Psicologia em Guaxupé? A teleconsulta de Psicologia é um atendimento por videochamada, em tempo real, com psicólogo registrado no Conselho Regional de Psicologia (CRP). A telessaúde é autorizada no país pela Lei nº 14.510/2022, e a prestação de serviços psicológicos por meios digitais é regulamentada pelo Conselho Federal de Psicologia na Resolução CFP nº 9/2024. O acesso ao serviço segue os critérios da regulação municipal e da Secretaria de Saúde de Guaxupé, que definem quem é atendido e em que ordem de prioridade. A plataforma BNG LinkCare atua em apoio a essa regulação, somando psicólogos à equipe local e fortalecendo a capacidade que o município já tem. Os atendimentos acontecem nos 11 consultórios integrados municipais de telemedicina com a BNG LinkCare. São espaços dentro da rede de saúde de Guaxupé, conectados à plataforma, nos quais o paciente é atendido na própria cidade. A telepsicologia reduz assim uma barreira comum ao cuidado em saúde mental: a distância até os centros com maior oferta de especialistas. Para a gestão, essa estrutura traz eficiência. A secretaria amplia a oferta especializada sem depender da contratação presencial de cada profissional e sem deslocar pacientes para outras cidades, com previsibilidade de agenda e registro de dados que permitem acompanhar indicadores de acesso com transparência, como os apresentados acima. Os mesmos consultórios também permitem expandir especialidades conforme a demanda da rede, o que sustenta a previsão de três novas especialidades no município a partir de outubro.   *A teleconsulta de Psicologia não substitui o atendimento de urgência. Situações de crise seguem os fluxos da rede de saúde do município.   O que acontece com o cuidado em saúde mental depois do Setembro Amarelo? Em Guaxupé, as teleconsultas de Psicologia seguem disponíveis nos meses seguintes. O acompanhamento psicológico se dá em sessões regulares ao longo do tempo, e por isso a permanência do serviço depois de setembro é parte essencial da iniciativa. A previsão é que a telemedicina no município seja ampliada para mais três especialidades a partir de outubro. Desde 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria e o Conselho

Telemedicina no SUS: como Colatina-ES ampliou o acesso a especialistas

Colatina, no Espírito Santo, ampliou a oferta de atenção especializada dentro da própria rede municipal com um modelo telepresencial de telemedicina. Nos 30 primeiros dias de atendimento, a operação registrou 310 consultas em cinco áreas clínicas: neurologia, endocrinologia, proctologia, ortopedia e traumatologia, e pneumologia. A operação é estruturada pela BNG Hub, sempre em apoio à regulação e à gestão municipal, com o atendimento operado pela BNG LinkCare. A neurologia concentrou 59% de toda a demanda do período, e a neurologia pediátrica sozinha respondeu por 46 dessas consultas. O que é o modelo telepresencial e onde ele se encaixa na rede municipal Telemedicina em modelo telepresencial é o atendimento em que o paciente é recebido na unidade de saúde do próprio município, com uma equipe local capacitada conduzindo a consulta, enquanto o médico especialista participa a distância pela plataforma. O modelo não substitui a estrutura da rede, amplia a capacidade instalada que ela já tem: a vaga é ocupada dentro do território, com registro na produção ambulatorial do próprio município. Entre os formatos de telemedicina, o telepresencial é o indicado quando a avaliação pede apoio presencial e continuidade na rede. Como a unidade segue sendo o ponto de atenção, o vínculo com a Atenção Primária é preservado, o especialista conta com o apoio da equipe presente durante a avaliação e o atendimento entra na produção ambulatorial do município. É o desenho que sustenta subespecialidades e casos de acompanhamento longitudinal, em que o retorno do paciente ao cuidado local faz parte do tratamento. Para a gestão, a consequência prática é que a secretaria não precisa absorver mais um serviço para operar. O acompanhamento das agendas dos especialistas é feito em conjunto com a operação, sempre dentro dos critérios de regulação definidos pela gestão municipal. Por que a oferta de subespecialidades é um desafio estrutural nos municípios de porte médio A oferta de subespecialidades é um desafio estrutural do setor, não uma característica de uma rede específica. Manter no próprio território a variedade de subespecialistas disponível nos grandes centros exige uma escala assistencial que a maioria dos municípios, isoladamente, não alcança. Quanto mais específica a subespecialidade, maior a população necessária para sustentar um profissional em agenda regular, e é por isso que a oferta tende a se concentrar em poucos centros de referência. O efeito sobre a gestão é conhecido: demanda reprimida que se acumula na fila de regulação, encaminhamentos que dependem de pactuação com o município de referência e custo crescente de transporte sanitário. O deslocamento também alimenta o absenteísmo, porque cada consulta agendada fora do território tem mais chance de não ser cumprida, e uma vaga perdida em subespecialidade é difícil de repor no mês. A telemedicina em modelo telepresencial atua exatamente nesse ponto: aproveita a estrutura de atendimento que o município já mantém e conecta a ela a oferta de especialistas que a escala local não sustentaria sozinha. Por que a fila de neurologia pediátrica é uma das mais desafiadoras para a gestão Entre as filas da atenção especializada, a de neuropediatria é uma das mais desafiadoras de administrar, por três motivos que se somam. O volume é estrutural, não sazonal. Cerca de 80% da procura por neuropediatria é de distúrbios do desenvolvimento, com peso importante do TDAH, de acordo com o MPDFT. São quadros de acompanhamento longitudinal, e não de atendimento único, o que significa que cada novo paciente ocupa vagas de retorno pelos anos seguintes. Uma fila de neuropediatria não se resolve com mutirão, porque o mutirão gera demanda de seguimento. Parte da demanda é documental e não clínica. O mesmo levantamento aponta que a exigência de laudos para benefícios, como o passe livre no transporte público, ocupa parte da agenda do especialista, ao lado do déficit de equipes multiprofissionais que poderiam absorver o acompanhamento. A espera tem custo clínico cumulativo. Como aponta a organização Autismo e Realidade, os sinais do Transtorno do Espectro Autista são detectáveis por volta dos 18 meses e o diagnóstico é considerado confiável aos 2 anos, mas muitas crianças só recebem o diagnóstico no início da adolescência, e quanto mais cedo a intervenção começa, melhor o prognóstico. Há ainda sobreposição entre condições: a prevalência de epilepsia em pessoas com autismo é de 12,1%, e a de autismo em pacientes com epilepsia, de 9%, bem acima da prevalência de 1% a 3% de epilepsia na população geral. Uma única criança pode demandar avaliação neurológica, acompanhamento do desenvolvimento e articulação com outras terapias ao mesmo tempo. Volume estrutural, demanda documental e custo clínico cumulativo somados fazem da fila de neuropediatria uma das de maior exposição à judicialização. Em dezembro de 2023, diante de mais de 10 mil crianças aguardando neuropediatria no Distrito Federal, a Defensoria Pública do DF ajuizou ação civil pública pedindo a extinção da fila. Para a gestão municipal, cada mês de espera acumulada aumenta o risco de a vaga passar a ser determinada judicialmente, e não pela regulação. Como a neuropediatria é atendida no modelo telepresencial A viabilidade clínica da neuropediatria à distância costuma ser a primeira objeção técnica na mesa da gestão, porque boa parte da avaliação é observacional e depende de exame do desenvolvimento. No modelo telepresencial, essa objeção é endereçada pela presença da equipe local. A criança e o acompanhante são recebidos na unidade, a equipe capacitada conduz o atendimento ao lado deles e o neuropediatra participa à distância. O especialista observa a criança em interação e colhe o histórico de desenvolvimento, escolar e comportamental com quem acompanha o caso, com apoio da equipe presente ao longo da consulta. A avaliação especializada a distância com equipe capacitada ao lado do paciente é o que viabiliza a neurologia pediátrica em uma unidade que não teria escala para manter o profissional no próprio quadro. Como a operação foi estruturada A atuação da BNG Hub na unidade se apoiou em dois eixos conduzidos em paralelo, ambos voltados a fortalecer a capacidade já existente na rede local. O primeiro foi a capacitação da equipe local para o atendimento em modelo telepresencial: preparar

Telemedicina chega a Muzambinho, Monte Santo de Minas e Guaxupé em parceria entre BNG Hub e CIMOG, o Consórcio Intermunicipal da Baixa Mogiana

Muzambinho, Monte Santo de Minas e Guaxupé (MG) passam a contar com a telemedicina, num projeto conduzido pela BNG Hub em parceria com o CIMOG (Consórcio Intermunicipal da Baixa Mogiana). A iniciativa tem como objetivo ampliar e descentralizar o acesso à atenção especializada, contribuindo para a redução de filas por consultas médicas na região, conectando a população a médicos em diferentes subespecialidades, de acordo com a oferta de cada município.  Além de aproximar a população de especialistas, o modelo facilita o acesso ao atendimento dentro do próprio município, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras cidades.  O desafio do acesso a subespecialidades médicas na gestão regional de saúde Em municípios de pequeno e médio porte, a escassez de médicos subespecialistas é um obstáculo histórico para a continuidade do cuidado. A concentração de profissionais em grandes centros urbanos gera gargalos frequentes em consórcios intermunicipais de todo o país, resultando em: Filas represadas: alto número de pacientes aguardando por um primeiro atendimento especializado; Deslocamentos longos: necessidade de transportar munícipes para centros regionais para consultas de poucos minutos; Sobrecarga na Atenção Primária: médicos generalistas locais sem retaguarda imediata para discussão de condutas complexas. Para responder a essa barreira geográfica e operacional, o programa de telemedicina implementado pelo CIMOG em parceria com a BNG Hub combina plataforma de atendimento remoto, protocolos clínicos estruturados e apoio à Atenção Primária local, com o objetivo de aproximar a medicina especializada da rotina dos cidadãos sem a necessidade de deslocamento para outros municípios. Atendimento especializado na rede pública de saúde A chegada da telemedicina aos municípios de Muzambinho, Monte Santo de Minas e Guaxupé reestrutura a linha de cuidado da região. Por meio de uma plataforma de atendimento remoto ancorada em rigorosa governança clínica, o projeto amplia o acesso a consultas médicas e contribui para maior agilidade na avaliação dos pacientes.   Em Guaxupé, por exemplo, foram realizadas 189 consultas em apenas 10 dias na especialidade de Psicologia, com previsão de expansão para mais três especialidades a partir de outubro.  As subespecialidades médicas atendidas abrangem: Monte Santo de Minas: Cardiologia, Urologia, Proctologia, Reumatologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Pneumologia e Gastroenterologia. Muzambinho: Proctologia, Urologia, Cirurgia Vascular, Nefrologia, Neurologia, Pneumologia, Reumatologia, Dermatologia e Gastroenterologia. Guaxupé: Psicologia, com previsão de expansão para mais três especialidades a partir de outubro.    BNG Hub e CIMOG: uma parceria apoiada em experiência consolidada A BNG Hub atua há mais de 10 anos na gestão de saúde, com presença em mais de 400 unidades de saúde no Brasil. A atuação junto aos municípios do CIMOG reforça nosso compromisso de levar tecnologia, cuidado e eficiência para a saúde pública em todo o país.  O CIMOG reúne 17 municípios da região da Baixa Mogiana, no Sul de Minas Gerais. As três cidades foram as primeiras a receber o programa de telemedicina, e o modelo pode ser estendido aos demais municípios do consórcio. A iniciativa representa mais um passo na atuação da empresa em telessaúde junto à gestão pública, somando-se a outros projetos que aproximam o cuidado médico da população em diferentes regiões do país.  Para conhecer a atuação da BNG Hub em telessaúde e gestão médica para consórcios públicos, acesse o site oficial da BNG Hub.

Humanização, prevenção e vacinação: Dr. Silvio Possa na Rádio Central FM

Gerente de Novos Negócios da BNG Hub, Dr. Silvio Possa foi entrevistado no programa Show da Manhã, da Rádio Central, em 22 de setembro de 2026. Na conversa, comentou sobre a humanização do atendimento nas unidades de saúde de Campinas, o papel da prevenção no diagnóstico precoce de doenças graves, a importância da vacinação para a saúde pública e a evolução da telemedicina no SUS. Uma trajetória entre a pediatria e a gestão em saúde pública Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba, da PUC-SP, Dr. Silvio Possa iniciou a carreira na pediatria, com residência médica na especialidade, antes de se dedicar à gestão hospitalar e à gestão de unidades básicas de saúde e de pronto atendimento. Em 2008, esteve à frente da inauguração do Hospital Municipal do M’Boi Mirim, no Jardim Ângela, região de São Paulo com forte carência de leitos hospitalares na época, levando o padrão de atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein à população local, em parceria com o poder público e a organização social CEJAM.  Ao longo da carreira, também foi gestor de unidade avançada do Hospital Israelita Albert Einstein, Gerente Médico do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, professor no Insper, Diretor Técnico do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim) e Diretor Técnico do Grupo NotreDame Intermédica.  Na BNG Hub, onde é gerente de novos negócios, atua na implantação de equipes médicas especializadas, da atenção primária a serviços de alta complexidade. Em Campinas, a empresa apoia unidades como as UPAs São José, Anchieta e Campo Grande, além de algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o serviço de telemedicina.    Atendimento humanizado: acolhimento como parte do cuidado Moradores de Campinas têm relatado melhora na experiência de atendimento nas unidades da cidade. Para o Dr. Silvio Possa, humanizar o atendimento parte do reconhecimento de que quem procura um serviço de saúde geralmente está em um momento de fragilidade, com dor ou preocupação, e precisa ser bem recebido por toda a equipe, da recepção ao médico. “É um momento de fragilidade, que ela tem que ser bem recebida por toda a equipe de saúde e principalmente pelo médico (…) isso se chama humanizar o atendimento: você ter empatia pelo paciente, você estar no lugar dele e entender que se você for tratado bem, você vai melhorar mais rapidamente”, afirmou. Dr. Silvio também reforçou que o cuidado no atendimento funciona nos dois sentidos: quando o paciente é bem tratado por toda a equipe, da segurança ao médico, a experiência tende a ser mais positiva para todos, incluindo o próprio serviço, que ganha agilidade quando a tensão é reduzida. Letramento em saúde: informação de qualidade antes da autodiagnose Outro ponto abordado foi o uso crescente da internet para buscar informações de saúde antes de procurar um profissional. Dr. Silvio Possa destacou a importância do que chama de letramento em saúde: o conhecimento da população sobre o próprio corpo, sobre doenças e sobre como manter a saúde. “A internet permite que você tenha todo tipo de informação. Tem informação boa e tem informação ruim também (…) você tem que confirmar isso posteriormente com o profissional de saúde, de preferência com o seu médico de família”, disse.  Ele citou o médico de família e as Unidades Básicas de Saúde como a porta de entrada mais indicada para essa confirmação, reforçando o papel estrutural da atenção primária no cuidado contínuo da população. Telemedicina: alcance especializado para todo o território Dr. Silvio Possa também comentou a expansão da telemedicina no Brasil, viabilizada de forma mais ampla a partir da pandemia. Ele lembrou que o recurso já era usado desde 2012 pelo Hospital Israelita Albert Einstein para orientar equipes de enfermagem em bases da Petrobras em alto mar, onde não havia médico presente. Segundo ele, a telemedicina tem papel especialmente relevante em um país de dimensões continentais como o Brasil, onde especialistas se concentram nas grandes cidades:  “É uma forma muito positiva de você levar conhecimento, a especialidade para os rincões distantes no Brasil.”  Ele citou ainda a possibilidade de um médico de família discutir remotamente um caso complexo com um especialista, sem que o paciente precise se deslocar centenas de quilômetros, fortalecendo a resolutividade da atenção primária. Hoje, a população de Campinas e da região metropolitana conta com telemedicina disponível pelo SUS. Prevenção: exames de rotina que fazem diferença Dr. Silvio Possa também listou exames de rotina com papel comprovado na detecção precoce de doenças graves: exame de sangue anual, mamografia (indicada a partir dos 50 anos, ou antes conforme histórico familiar), exame preventivo de colo do útero, PSA para rastreamento de câncer de próstata e colonoscopia a cada cinco anos a partir dos 50 anos para prevenção de câncer colorretal. Ele reforçou que o diagnóstico tardio ainda é o principal desafio em relação aos cânceres de mama e próstata no Brasil, e mencionou que uma legislação brasileira estabelece prazo para o início do tratamento após o diagnóstico de câncer. Vacinação: proteção com décadas de evidência Ao tratar de vacinação, Dr. Silvio Possa citou o histórico de doenças que já causaram sequelas graves e mortes no Brasil antes da ampliação dos programas de imunização, como difteria, poliomielite, meningite e sarampo, e reforçou a importância de manter em dia vacinas como as de gripe, pneumonia, herpes-zóster e dengue. Ele relacionou o retorno de surtos recentes de sarampo no país à queda na cobertura vacinal, associada à circulação de desinformação sobre vacinas:  “Vamos usar todas as vacinas que estão disponíveis, porque elas vão prevenir o agravamento de doenças que podem levar à morte.” – disse Dr. Silvio.  Também destacou que o Brasil já foi referência mundial em cobertura vacinal e que o aumento da expectativa de vida no país, de menos de 40 anos na década de 1950 para a média atual, tem relação direta com o avanço da imunização. Qualidade de vida do médico também é segurança do paciente Por fim, o médico chamou atenção para a saúde e a qualidade de vida dos profissionais médicos. Segundo ele,

Teleinterconsulta: o que é e como estruturar a equipe médica que sustenta o serviço

Teleinterconsulta é a troca de informações e opiniões entre profissionais médicos à distância e por meio de tecnologias de comunicação, com o objetivo de apoiar decisões diagnósticas ou terapêuticas sobre um caso específico, conforme a Resolução CFM nº 2.314/2022. Quem conversa são os médicos, não o médico e o paciente. A Resolução CFM nº 2.314/2022 regulamenta a telemedicina no Brasil e lista a teleinterconsulta entre as modalidades permitidas, ao lado da teleconsulta, do telediagnóstico, da telecirurgia, do telemonitoramento e da teleorientação. A base legal mais ampla vem da Lei nº 14.510/2022, que incorporou a telessaúde ao ordenamento do SUS. Na prática, a teleinterconsulta permite que o médico assistente de uma unidade sem determinada especialidade acesse um especialista remoto para discutir conduta, sem que o paciente precise ser deslocado antes da hora. Teleinterconsulta e teleconsulta: qual a diferença A confusão entre os dois termos é comum e tem consequência regulatória, porque as exigências mudam. Aspecto Teleconsulta Teleinterconsulta Quem participa Médico e paciente Médico e médico Objetivo Atender o paciente à distância Apoiar a decisão clínica do médico assistente Responsabilidade pelo caso Do médico que atende Permanece com o médico assistente Presença do paciente Obrigatória Opcional, conforme o caso Perfil profissional necessário Médico habilitado para atendimento direto Especialista com titulação na área da dúvida Na teleinterconsulta, a responsabilidade pelo paciente continua com o médico assistente, que decide se acata ou não a opinião recebida. O teleconsultor responde pela opinião técnica que emite, não pela condução do caso. Essa distinção é o que estrutura todo o desenho de equipe: são dois papéis diferentes, com exigências de qualificação e vínculo diferentes. Teleinterconsulta e teleconsultoria: não são sinônimos Os dois termos circulam juntos e costumam ser usados como equivalentes, mas descrevem coisas diferentes. A teleinterconsulta é clínica e nominal: existe um paciente identificado, um caso concreto em curso e uma dúvida diagnóstica ou terapêutica sobre ele. O parecer entra no prontuário daquele paciente. A teleconsultoria é mais ampla e pode ser assistencial ou de gestão. Ela responde dúvidas sobre protocolo, fluxo de trabalho, organização do serviço ou conduta em tese, sem necessariamente estar vinculada a um paciente específico. No SUS, é a modalidade que sustenta boa parte da telessaúde voltada à atenção primária. Para o gestor, a diferença aparece na composição da equipe: a teleinterconsulta exige especialista disponível em janela definida e com responsabilidade técnica registrada; a teleconsultoria admite arranjos mais flexíveis, inclusive assíncronos com prazo mais longo. Como funciona uma teleinterconsulta na prática O fluxo típico tem cinco etapas: Solicitação. O médico assistente abre o pedido descrevendo o caso, a dúvida clínica objetiva e a especialidade desejada. Envio de dados clínicos. Anamnese, exames, imagens e histórico seguem por canal que garanta sigilo e rastreabilidade. Triagem e roteamento. A solicitação chega ao especialista disponível, de forma síncrona (videochamada em tempo real) ou assíncrona (parecer em prazo definido). Parecer do teleconsultor. O especialista responde com orientação diagnóstica ou terapêutica fundamentada. Registro em prontuário. Toda a interação é documentada no prontuário do paciente, incluindo identificação dos profissionais envolvidos. O modelo assíncrono costuma resolver dúvidas de conduta e revisão de exames. O síncrono é indicado para casos agudos, discussão de urgência e situações em que a imagem em tempo real muda a decisão. A escolha entre os dois não é técnica, é de escala: o assíncrono permite que um especialista atenda várias unidades ao longo do dia; o síncrono exige disponibilidade imediata e, portanto, dedicação de agenda. Que espaço a teleinterconsulta está ganhando no mundo A modalidade deixou de ser experiência isolada e virou política pública em escala. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 129 países já contam com estratégias nacionais de saúde digital, e a Assembleia Mundial da Saúde estendeu a Estratégia Global de Saúde Digital até 2027, com uma nova estratégia em desenvolvimento para o ciclo 2028 a 2033. Fora do Brasil, a modalidade costuma aparecer sob o nome eConsult, que descreve o mesmo mecanismo: o médico da atenção primária envia uma pergunta clínica ao especialista e recebe um parecer sem encaminhar o paciente. O que a literatura mostra: Revisão narrativa publicada no International Journal of Infectious Diseases reuniu nove estudos sobre eConsult em infectologia e encontrou taxas de encaminhamento presencial evitado entre 24% e 87%. Em uma rede pública norte-americana de atendimento a população sem cobertura, 78% das solicitações de eConsult em infectologia foram resolvidas sem consulta presencial com o especialista. No serviço de eConsult de Ontário, no Canadá, quando o próprio especialista submeteu a dúvida a outro especialista, a consulta presencial foi evitada em 69% dos casos. Em hospital pediátrico terciário de Ottawa, 36,7% dos encaminhamentos resultaram em consulta presencial evitada, em 1.064 solicitações analisadas. A amplitude dessas faixas é a informação mais útil para quem decide. O resultado não vem da tecnologia, que é essencialmente a mesma em todos os estudos. Ele varia conforme a especialidade escolhida, a qualificação de quem responde, o tempo de resposta acordado e a qualidade da pergunta clínica enviada. Todos esses são fatores de gestão de equipe. A teleinterconsulta no Brasil, em números O dado brasileiro mais consistente sobre resolutividade vem da avaliação do projeto TeleNordeste, publicada na revista Ciência & Saúde Coletiva. O estudo analisou 2.355 teleconsultas e teleinterconsultas realizadas em seis regiões de saúde da Paraíba e de Pernambuco, entre novembro de 2022 e setembro de 2023. 96,5% dos atendimentos não necessitaram de encaminhamento para avaliação presencial. Entre as teleinterconsultas, 76,4% tiveram seguimento agendado na própria atenção primária. A resolutividade variou por especialidade, de 99,7% em reumatologia a 92,0% em neurologia. Esses números merecem duas leituras. A primeira é o tamanho do ganho: quase todo o volume foi resolvido sem deslocar o paciente para o especialista. A segunda é a variação entre especialidades, que confirma o que a literatura internacional já indicava. A escolha de quais especialidades entram no serviço, e de quem responde por elas, define o resultado mais do que qualquer outro fator. Quando a teleinterconsulta faz diferença Alguns cenários em que a modalidade costuma ser decisiva: Unidades sem especialista no local. Hospitais

Célula Eficiência celebra a segunda vitória consecutiva a bordo da Maria Fumaça

Reconhecer resultados é também uma forma de fortalecer a qualidade da assistência. Na BNG Hub, a Escalada da Saúde transforma metas operacionais em um programa contínuo de engajamento, colaboração e valorização das equipes responsáveis pela gestão de escalas médicas. Em setembro, a célula Eficiência celebrou sua segunda vitória consecutiva na Escalada da Saúde. A conquista, alcançada pelos resultados obtidos nos dois meses anteriores, reflete consistência, organização e compromisso com uma operação que funciona todos os dias nos bastidores da saúde.  Uma cultura orientada por valores O time de escalas da BNG Hub é organizado em nove células: Respeito, Relacionamento, Humanização, Precisão, Inovação, Eficiência, Diversidade, Responsabilidade e Reciprocidade. Mais do que nomes, esses grupos representam os valores que orientam a atuação da empresa. Cada célula reúne profissionais que trabalham de forma integrada para garantir a cobertura das escalas médicas nas unidades atendidas, contribuindo para a continuidade dos serviços e para a eficiência da operação. Reconhecer quem faz a operação acontecer A gestão de escalas é uma atividade essencial para o funcionamento dos serviços de saúde. É ela que ajuda a garantir equipes completas, reduzir ausências e dar previsibilidade às operações hospitalares e ambulatoriais. A Escalada da Saúde foi criada para reconhecer esse trabalho de forma estruturada, valorizando equipes que alcançam seus indicadores e incentivando a melhoria contínua. A iniciativa reforça uma cultura em que desempenho e colaboração caminham juntos. A conquista consecutiva da célula Eficiência evidencia exatamente isso: resultados sustentáveis são construídos com disciplina, alinhamento e trabalho coletivo. Uma celebração à altura da conquista Como reconhecimento pelo desempenho alcançado, a equipe participou de uma experiência especial na tradicional Maria Fumaça de Campinas, no dia 5 de setembro. O passeio, que percorre o trajeto entre Anhumas e Jaguariúna, foi um momento de integração e celebração da dedicação de um time que faz a diferença diariamente. “É um momento importante e representa um conquista física do esforço diario… São momentos de leveza e descontração que nos aproximam e fazem entender que para além de um “Parábens”, nosso trabalho está sendo reconhecido. A explicação histórica sobre as paisagens é muito interessante e nos ensinou bastante sobre a história da nossa região.” – Gabriel Silva, Líder de escalas. Pessoas no centro da transformação Na BNG Hub, acreditamos que entregas de excelência começam por pessoas valorizadas. Investir em reconhecimento é investir em equipes mais engajadas, processos mais consistentes e, consequentemente, em uma saúde mais eficiente para todos. Faça parte dessa jornada Se você acredita no poder da colaboração e quer construir uma carreira com propósito na saúde, conheça as oportunidades abertas e venha crescer com a BNG Hub. Conheça nossas vagas.

Gestão em saúde pública: como estruturar uma rede eficiente sem aumentar as despesas

Gestão em saúde pública é o conjunto de decisões que organiza pessoas, processos, tecnologia e informação clínica para que uma rede entregue mais acesso com os recursos de que dispõe. A demanda cresce continuamente, mas os recursos não acompanham o mesmo ritmo: filas para consultas especializadas, cirurgias eletivas e exames se alongam, enquanto hospitais trabalham para completar escalas médicas, otimizar leitos e manter a previsibilidade orçamentária. Estruturar uma rede de saúde mais eficiente sem ampliar despesas depende menos de novas estruturas físicas e mais de quatro frentes integradas: organização da oferta de especialidades, gestão antecipada de escalas médicas, uso de telemedicina para redistribuir capacidade entre territórios e governança clínica sobre os dados assistenciais. Na prática, boa parte dos gargalos não nasce exclusivamente da falta de recursos, mas da fragmentação entre processos assistenciais, gestão de pessoas, regulação e informação clínica. É nessa integração que modelos eficientes de gestão conseguem ampliar o acesso, reduzir desperdícios e melhorar indicadores sem depender, necessariamente, da criação de novas estruturas. Por que as filas por especialidades crescem mesmo com médicos disponíveis? Porque a fila da especialidade é, em boa parte, um problema de organização da oferta, e não apenas de número de profissionais. Quando um paciente espera meses por uma consulta com cardiologia ou ortopedia, a percepção mais comum é de que faltam especialistas. Em alguns casos isso é verdade, mas frequentemente a capacidade existe e não está sendo direcionada. Encaminhamentos sem critério clínico definido, escalas com vagas em aberto, ausência de protocolos de priorização, baixa integração entre Atenção Primária e especializada e ocupação ineficiente de leitos criam um efeito cascata que aumenta o tempo de espera para toda a população. Em outras palavras, uma rede eficiente não é necessariamente aquela que possui mais hospitais, mas aquela que consegue direcionar o paciente certo para o cuidado certo, no momento adequado. O que faz o complexo regulador em uma rede municipal? O complexo regulador é a estrutura que recebe as solicitações de consultas, exames e internações, aplica critérios de prioridade clínica e distribui essas solicitações entre os pontos da rede que têm vaga disponível. É ele que transforma a capacidade instalada em agenda efetivamente ocupada. Quando a regulação opera com protocolos claros, fila única e informação atualizada sobre a oferta de cada unidade, dois ganhos aparecem: o paciente de maior risco é chamado antes e as vagas ociosas de uma unidade passam a absorver a demanda represada de outra. Sem essa camada, a rede pode ter vaga e fila ao mesmo tempo, em pontos diferentes do mesmo território. Telemedicina reduz filas sem aumentar a estrutura física? Sim: a telemedicina permite redistribuir a capacidade médica entre territórios sem exigir nova estrutura física, aproximando especialistas de municípios onde a fixação desses profissionais em tempo integral é limitada. Entre as ferramentas que mais transformaram a gestão pública nos últimos anos, ela ocupa um papel estratégico justamente por isso, indo muito além de simplesmente realizar consultas à distância.  A experiência da BNG Hub demonstra esse potencial. Em Pinhais (PR), o Consultório Virtual de Especialidades ultrapassou 10 mil consultas especializadas entre fevereiro de 2024 e maio de 2026, somando 3.715 horas de atendimento médico direto e eliminando as filas em 85% das especialidades médicas reguladas. O serviço concentrou sete especialidades prioritárias: psiquiatria, neurologia, gastroenterologia, endocrinologia, cardiologia, reumatologia e pneumologia. Leia o case completo aqui. Em São Sebastião (SP), a operação da Boas Novas Clínica Médica, marca da BNG Hub, com tecnologia BNG LinkCare, realizou mais de 6.600 atendimentos entre maio de 2024 e junho de 2025, com nota 9,6 de 10 em satisfação geral e 95% dos pacientes recomendando o serviço. O impacto orçamentário dessa operação aparece mais adiante. Como a gestão de escalas médicas reduz custos operacionais? A gestão de escalas médicas é o planejamento antecipado de quem cobre cada plantão, em qual unidade e por qual vínculo. Quando essa definição fica para a última hora, ela gera custo: contratação emergencial, hora extra e rotatividade. O resultado aparece tanto no orçamento quanto na experiência do paciente, que passa a enfrentar cancelamentos, remarcações e descontinuidade da assistência. Essa é também uma das conexões menos discutidas com a fila da especialidade. Uma agenda ambulatorial só existe se houver profissional confirmado para ocupá-la, de modo que completude de escala e tempo de espera são partes do mesmo problema. Por isso, a gestão de escalas deixa de ser uma atividade administrativa para se tornar uma estratégia operacional. Organizações de alta performance acompanham indicadores como vacância por especialidade, absenteísmo médico, antecedência de fechamento das escalas, taxa de substituições emergenciais e recorrência de profissionais por unidade. Esses dados permitem identificar padrões antes que eles se transformem em crises operacionais. Na BNG Hub, a atuação dos escalistas vai além da gestão de plantões. O acompanhamento próximo da agenda dos médicos, o conhecimento sobre disponibilidade, preferências e histórico de atuação cria uma relação de confiança que reduz a rotatividade e aumenta a previsibilidade das escalas.  Esse modelo foi aplicado no CHSPSP Carandiru, complexo hospitalar do sistema penitenciário paulista com cerca de 251 leitos. Desde o início da operação, em junho de 2024, a gestão estruturada de escalas conduzida pela BNG Hub sustentou mais de 95% de completude nas escalas e 0,2% de absenteísmo médico, com 100% dos profissionais registrados em RQE. Foram 759 plantões realizados em Cirurgia Geral, incluindo Fisiatria, 96 na Enfermaria de Clínica Médica e 79 na Unidade Semi Intensiva. Em dois anos, a operação passou de uma para seis frentes assistenciais. Como a Atenção Primária reduz internações e filas na especializada? A Atenção Primária é o principal determinante da pressão que chega ao hospital. Boa parte das internações por condições crônicas pode ser evitada com acompanhamento contínuo nesse nível de atenção, somado a protocolos definidos de encaminhamento e contrarreferência. Quando esse primeiro nível funciona de forma integrada com especialistas, muitos casos deixam de evoluir para quadros de maior complexidade. A teleinterconsulta cumpre um papel central nessa integração. Ela permite que médicos da ponta discutam casos com especialistas antes de encaminhar o paciente, qualificando decisões clínicas

Telemedicina BNG no SUS: Como apoiamos municípios a reduzir a fila de atendimento por especialistas

A telemedicina no SUS serve para colocar o paciente diante de um médico sem que a rede precise construir mais estrutura física nem contratar mais especialistas presenciais. Ela produz resultado quando o canal digital é parte do fluxo assistencial do município, integrado à triagem, ao encaminhamento, ao retorno e ao prontuário, e não quando opera como serviço paralelo. Na BNG Hub, acreditamos que a tecnologia só se converte em acesso quando vem acompanhada de inteligência operacional, governança clínica e acompanhamento contínuo de indicadores. Os projetos que operamos em parceria com redes municipais mostram a dimensão desse ganho. Em Pinhais (PR), o Consultório Virtual de Especialidades acumulou mais de 10 mil consultas especializadas entre fevereiro de 2024 e maio de 2026, com filas eliminadas em 85% das especialidades. Em São Sebastião (SP), o projeto de telessaúde registrou mais de 6.600 atendimentos, R$ 1,9 milhão em economia para os cofres públicos e nota 9,6 de satisfação dos pacientes entre maio de 2024 e junho de 2025. Em Mirassol (SP), o TeleUPA foi desenhado para uma cobertura médica de 24 horas por dia na porta de entrada do pronto atendimento. Para que serve a telemedicina numa rede pública de saúde? A telemedicina gera resultado quando responde a gargalos da gestão assistencial que são comuns a praticamente toda rede de saúde brasileira: escassez de especialistas em determinadas regiões, demanda concentrada no pronto atendimento e agenda ambulatorial ocupada por retornos que poderiam ser conduzidos a distância. Na prática, ela cria rotas alternativas de atendimento em três momentos distintos do cuidado, e cada uma dessas rotas exige desenho operacional próprio. Gestão de fluxo no pronto atendimento e agilidade na triagem. Casos de menor complexidade, classificados como fichas verdes e azuis, podem ser absorvidos por pontos remotos dedicados dentro da própria unidade. Com isso, a operação assistencial distribui melhor a demanda que chega à recepção, e a triagem digital permite que as equipes presenciais mantenham foco e recursos concentrados no manejo de urgências e emergências graves. Ampliação de acesso ao cuidado especializado. Em localidades que enfrentam escassez de especialistas, a telemedicina amplia o acesso por diferentes formatos de atendimento, de estruturas físicas equipadas com cabines de telemedicina a dispositivos digitais como computadores e smartphones. O que define o alcance não é o equipamento, mas a capacidade de dar escala assistencial ao que a rede já oferece. Fluidez na atenção especializada e redução de absenteísmo. A migração de retornos, reavaliações e checagem de exames para o formato digital libera a agenda ambulatorial presencial para novos diagnósticos. O efeito prático é a aceleração na redução das filas de espera, tanto em redes municipais quanto em operações corporativas, porque a oferta cresce sem depender da chegada de mais profissionais presenciais. Quais resultados a telemedicina já entregou em municípios brasileiros? A consolidação de um modelo de saúde digital depende da capacidade de converter tecnologia em resultado operacional e clínico. Plataformas, conectividade e ferramentas digitais são o motor da operação, mas alcançam potencial máximo quando integradas a processos assistenciais estruturados, governança clínica e monitoramento permanente de indicadores. É essa combinação, e não a ferramenta isolada, que sustenta a qualidade assistencial ao longo do tempo. Os três casos abaixo vêm de parcerias do ecossistema BNG Hub com redes municipais, em cenários assistenciais diferentes: atenção especializada ambulatorial, articulação entre níveis de atenção e porta de entrada de urgência. Pinhais (PR): o desafio de ampliar o acesso à atenção especializada O desafio: a espera por consulta especializada é um dos pontos de maior pressão nas redes públicas brasileiras. Quando o acesso ao especialista é limitado, casos que poderiam ser conduzidos com apoio remoto permanecem mais tempo nas filas de encaminhamento e retornam à Atenção Primária, que passa a absorver uma demanda para a qual não foi desenhada. A solução: em fevereiro de 2024, a rede municipal de Pinhais passou a contar com o Consultório Virtual de Especialidades, em formato telepresencial dentro das próprias unidades de saúde municipais. O serviço começou com sete especialidades: Psiquiatria, Neurologia, Gastroenterologia, Endocrinologia, Cardiologia, Reumatologia e Pneumologia. Ao longo da operação, foram incorporados os serviços integrados de Teleconsultoria e Telerregulação, que qualificam o encaminhamento antes de ele virar fila. A operação: o serviço é coordenado pela Dra. Amanda Furlan e sustentado por três pilares que orientam a rotina das equipes: Organização, Excelência Técnica e Relacionamento. O paciente é atendido na unidade de saúde mais próxima, com apoio da equipe local, enquanto o especialista conduz a consulta à distância. A operação também comportou um Mutirão de Saúde, com mais de 2 mil atendimentos concentrados em um esforço pontual de redução de demanda acumulada. Os resultados: Mais de 400 atendimentos no primeiro mês de operação. Mais de 10 mil consultas especializadas entre fevereiro de 2024 e maio de 2026. 3.715 horas de atendimento médico direto. 100% de estabilidade operacional. Filas eliminadas em 85% das especialidades atendidas. Mais de 2 mil atendimentos no Mutirão de Saúde. O reconhecimento: o projeto conquistou o 2º lugar no Prêmio Gestor Público Paraná e foi selecionado para apresentação na 10ª Semana de Inovação da Enap, em Brasília. São Sebastião (SP): o desafio de ampliar consultas especializadas sem ampliar estrutura física O desafio: garantir acesso a consultas especializadas em tempo adequado exige oferta que, no modelo exclusivamente presencial, depende de estrutura física e de disponibilidade de especialistas no território. É uma equação estrutural do setor, e não uma particularidade do município. A solução e a operação: a iniciativa conectou pacientes da rede municipal a médicos especialistas por meio de um modelo integrado de atendimento remoto, incorporado aos fluxos assistenciais existentes. A tecnologia entrou como camada de ampliação de acesso e de otimização dos recursos já disponíveis na rede, não como serviço à parte. Os resultados, entre maio de 2024 e junho de 2025: Mais de 6.600 atendimentos realizados. R$ 1,9 milhão em economia para os cofres públicos. Nota 9,6 de satisfação dos pacientes. 95% dos pacientes afirmaram que recomendariam o serviço. Os indicadores mostram que eficiência operacional e experiência do paciente podem caminhar juntas quando a tecnologia é