Humanização, prevenção e vacinação: Dr. Silvio Possa na Rádio Central FM

Gerente de Novos Negócios da BNG Hub, Dr. Silvio Possa foi entrevistado no programa Show da Manhã, da Rádio Central, em 22 de setembro de 2026. Na conversa, comentou sobre a humanização do atendimento nas unidades de saúde de Campinas, o papel da prevenção no diagnóstico precoce de doenças graves, a importância da vacinação para a saúde pública e a evolução da telemedicina no SUS. Uma trajetória entre a pediatria e a gestão em saúde pública Formado em medicina pela Faculdade de Medicina de Sorocaba, da PUC-SP, Dr. Silvio Possa iniciou a carreira na pediatria, com residência médica na especialidade, antes de se dedicar à gestão hospitalar e à gestão de unidades básicas de saúde e de pronto atendimento. Em 2008, esteve à frente da inauguração do Hospital Municipal do M’Boi Mirim, no Jardim Ângela, região de São Paulo com forte carência de leitos hospitalares na época, levando o padrão de atendimento do Hospital Israelita Albert Einstein à população local, em parceria com o poder público e a organização social CEJAM.  Ao longo da carreira, também foi gestor de unidade avançada do Hospital Israelita Albert Einstein, Gerente Médico do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, professor no Insper, Diretor Técnico do CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim) e Diretor Técnico do Grupo NotreDame Intermédica.  Na BNG Hub, onde é gerente de novos negócios, atua na implantação de equipes médicas especializadas, da atenção primária a serviços de alta complexidade. Em Campinas, a empresa apoia unidades como as UPAs São José, Anchieta e Campo Grande, além de algumas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e o serviço de telemedicina.    Atendimento humanizado: acolhimento como parte do cuidado Moradores de Campinas têm relatado melhora na experiência de atendimento nas unidades da cidade. Para o Dr. Silvio Possa, humanizar o atendimento parte do reconhecimento de que quem procura um serviço de saúde geralmente está em um momento de fragilidade, com dor ou preocupação, e precisa ser bem recebido por toda a equipe, da recepção ao médico. “É um momento de fragilidade, que ela tem que ser bem recebida por toda a equipe de saúde e principalmente pelo médico (…) isso se chama humanizar o atendimento: você ter empatia pelo paciente, você estar no lugar dele e entender que se você for tratado bem, você vai melhorar mais rapidamente”, afirmou. Dr. Silvio também reforçou que o cuidado no atendimento funciona nos dois sentidos: quando o paciente é bem tratado por toda a equipe, da segurança ao médico, a experiência tende a ser mais positiva para todos, incluindo o próprio serviço, que ganha agilidade quando a tensão é reduzida. Letramento em saúde: informação de qualidade antes da autodiagnose Outro ponto abordado foi o uso crescente da internet para buscar informações de saúde antes de procurar um profissional. Dr. Silvio Possa destacou a importância do que chama de letramento em saúde: o conhecimento da população sobre o próprio corpo, sobre doenças e sobre como manter a saúde. “A internet permite que você tenha todo tipo de informação. Tem informação boa e tem informação ruim também (…) você tem que confirmar isso posteriormente com o profissional de saúde, de preferência com o seu médico de família”, disse.  Ele citou o médico de família e as Unidades Básicas de Saúde como a porta de entrada mais indicada para essa confirmação, reforçando o papel estrutural da atenção primária no cuidado contínuo da população. Telemedicina: alcance especializado para todo o território Dr. Silvio Possa também comentou a expansão da telemedicina no Brasil, viabilizada de forma mais ampla a partir da pandemia. Ele lembrou que o recurso já era usado desde 2012 pelo Hospital Israelita Albert Einstein para orientar equipes de enfermagem em bases da Petrobras em alto mar, onde não havia médico presente. Segundo ele, a telemedicina tem papel especialmente relevante em um país de dimensões continentais como o Brasil, onde especialistas se concentram nas grandes cidades:  “É uma forma muito positiva de você levar conhecimento, a especialidade para os rincões distantes no Brasil.”  Ele citou ainda a possibilidade de um médico de família discutir remotamente um caso complexo com um especialista, sem que o paciente precise se deslocar centenas de quilômetros, fortalecendo a resolutividade da atenção primária. Hoje, a população de Campinas e da região metropolitana conta com telemedicina disponível pelo SUS. Prevenção: exames de rotina que fazem diferença Dr. Silvio Possa também listou exames de rotina com papel comprovado na detecção precoce de doenças graves: exame de sangue anual, mamografia (indicada a partir dos 50 anos, ou antes conforme histórico familiar), exame preventivo de colo do útero, PSA para rastreamento de câncer de próstata e colonoscopia a cada cinco anos a partir dos 50 anos para prevenção de câncer colorretal. Ele reforçou que o diagnóstico tardio ainda é o principal desafio em relação aos cânceres de mama e próstata no Brasil, e mencionou que uma legislação brasileira estabelece prazo para o início do tratamento após o diagnóstico de câncer. Vacinação: proteção com décadas de evidência Ao tratar de vacinação, Dr. Silvio Possa citou o histórico de doenças que já causaram sequelas graves e mortes no Brasil antes da ampliação dos programas de imunização, como difteria, poliomielite, meningite e sarampo, e reforçou a importância de manter em dia vacinas como as de gripe, pneumonia, herpes-zóster e dengue. Ele relacionou o retorno de surtos recentes de sarampo no país à queda na cobertura vacinal, associada à circulação de desinformação sobre vacinas:  “Vamos usar todas as vacinas que estão disponíveis, porque elas vão prevenir o agravamento de doenças que podem levar à morte.” – disse Dr. Silvio.  Também destacou que o Brasil já foi referência mundial em cobertura vacinal e que o aumento da expectativa de vida no país, de menos de 40 anos na década de 1950 para a média atual, tem relação direta com o avanço da imunização. Qualidade de vida do médico também é segurança do paciente Por fim, o médico chamou atenção para a saúde e a qualidade de vida dos profissionais médicos. Segundo ele,

Teleinterconsulta: o que é e como estruturar a equipe médica que sustenta o serviço

Teleinterconsulta é a troca de informações e opiniões entre profissionais médicos à distância e por meio de tecnologias de comunicação, com o objetivo de apoiar decisões diagnósticas ou terapêuticas sobre um caso específico, conforme a Resolução CFM nº 2.314/2022. Quem conversa são os médicos, não o médico e o paciente. A Resolução CFM nº 2.314/2022 regulamenta a telemedicina no Brasil e lista a teleinterconsulta entre as modalidades permitidas, ao lado da teleconsulta, do telediagnóstico, da telecirurgia, do telemonitoramento e da teleorientação. A base legal mais ampla vem da Lei nº 14.510/2022, que incorporou a telessaúde ao ordenamento do SUS. Na prática, a teleinterconsulta permite que o médico assistente de uma unidade sem determinada especialidade acesse um especialista remoto para discutir conduta, sem que o paciente precise ser deslocado antes da hora. Teleinterconsulta e teleconsulta: qual a diferença A confusão entre os dois termos é comum e tem consequência regulatória, porque as exigências mudam. Aspecto Teleconsulta Teleinterconsulta Quem participa Médico e paciente Médico e médico Objetivo Atender o paciente à distância Apoiar a decisão clínica do médico assistente Responsabilidade pelo caso Do médico que atende Permanece com o médico assistente Presença do paciente Obrigatória Opcional, conforme o caso Perfil profissional necessário Médico habilitado para atendimento direto Especialista com titulação na área da dúvida Na teleinterconsulta, a responsabilidade pelo paciente continua com o médico assistente, que decide se acata ou não a opinião recebida. O teleconsultor responde pela opinião técnica que emite, não pela condução do caso. Essa distinção é o que estrutura todo o desenho de equipe: são dois papéis diferentes, com exigências de qualificação e vínculo diferentes. Teleinterconsulta e teleconsultoria: não são sinônimos Os dois termos circulam juntos e costumam ser usados como equivalentes, mas descrevem coisas diferentes. A teleinterconsulta é clínica e nominal: existe um paciente identificado, um caso concreto em curso e uma dúvida diagnóstica ou terapêutica sobre ele. O parecer entra no prontuário daquele paciente. A teleconsultoria é mais ampla e pode ser assistencial ou de gestão. Ela responde dúvidas sobre protocolo, fluxo de trabalho, organização do serviço ou conduta em tese, sem necessariamente estar vinculada a um paciente específico. No SUS, é a modalidade que sustenta boa parte da telessaúde voltada à atenção primária. Para o gestor, a diferença aparece na composição da equipe: a teleinterconsulta exige especialista disponível em janela definida e com responsabilidade técnica registrada; a teleconsultoria admite arranjos mais flexíveis, inclusive assíncronos com prazo mais longo. Como funciona uma teleinterconsulta na prática O fluxo típico tem cinco etapas: Solicitação. O médico assistente abre o pedido descrevendo o caso, a dúvida clínica objetiva e a especialidade desejada. Envio de dados clínicos. Anamnese, exames, imagens e histórico seguem por canal que garanta sigilo e rastreabilidade. Triagem e roteamento. A solicitação chega ao especialista disponível, de forma síncrona (videochamada em tempo real) ou assíncrona (parecer em prazo definido). Parecer do teleconsultor. O especialista responde com orientação diagnóstica ou terapêutica fundamentada. Registro em prontuário. Toda a interação é documentada no prontuário do paciente, incluindo identificação dos profissionais envolvidos. O modelo assíncrono costuma resolver dúvidas de conduta e revisão de exames. O síncrono é indicado para casos agudos, discussão de urgência e situações em que a imagem em tempo real muda a decisão. A escolha entre os dois não é técnica, é de escala: o assíncrono permite que um especialista atenda várias unidades ao longo do dia; o síncrono exige disponibilidade imediata e, portanto, dedicação de agenda. Que espaço a teleinterconsulta está ganhando no mundo A modalidade deixou de ser experiência isolada e virou política pública em escala. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 129 países já contam com estratégias nacionais de saúde digital, e a Assembleia Mundial da Saúde estendeu a Estratégia Global de Saúde Digital até 2027, com uma nova estratégia em desenvolvimento para o ciclo 2028 a 2033. Fora do Brasil, a modalidade costuma aparecer sob o nome eConsult, que descreve o mesmo mecanismo: o médico da atenção primária envia uma pergunta clínica ao especialista e recebe um parecer sem encaminhar o paciente. O que a literatura mostra: Revisão narrativa publicada no International Journal of Infectious Diseases reuniu nove estudos sobre eConsult em infectologia e encontrou taxas de encaminhamento presencial evitado entre 24% e 87%. Em uma rede pública norte-americana de atendimento a população sem cobertura, 78% das solicitações de eConsult em infectologia foram resolvidas sem consulta presencial com o especialista. No serviço de eConsult de Ontário, no Canadá, quando o próprio especialista submeteu a dúvida a outro especialista, a consulta presencial foi evitada em 69% dos casos. Em hospital pediátrico terciário de Ottawa, 36,7% dos encaminhamentos resultaram em consulta presencial evitada, em 1.064 solicitações analisadas. A amplitude dessas faixas é a informação mais útil para quem decide. O resultado não vem da tecnologia, que é essencialmente a mesma em todos os estudos. Ele varia conforme a especialidade escolhida, a qualificação de quem responde, o tempo de resposta acordado e a qualidade da pergunta clínica enviada. Todos esses são fatores de gestão de equipe. A teleinterconsulta no Brasil, em números O dado brasileiro mais consistente sobre resolutividade vem da avaliação do projeto TeleNordeste, publicada na revista Ciência & Saúde Coletiva. O estudo analisou 2.355 teleconsultas e teleinterconsultas realizadas em seis regiões de saúde da Paraíba e de Pernambuco, entre novembro de 2022 e setembro de 2023. 96,5% dos atendimentos não necessitaram de encaminhamento para avaliação presencial. Entre as teleinterconsultas, 76,4% tiveram seguimento agendado na própria atenção primária. A resolutividade variou por especialidade, de 99,7% em reumatologia a 92,0% em neurologia. Esses números merecem duas leituras. A primeira é o tamanho do ganho: quase todo o volume foi resolvido sem deslocar o paciente para o especialista. A segunda é a variação entre especialidades, que confirma o que a literatura internacional já indicava. A escolha de quais especialidades entram no serviço, e de quem responde por elas, define o resultado mais do que qualquer outro fator. Quando a teleinterconsulta faz diferença Alguns cenários em que a modalidade costuma ser decisiva: Unidades sem especialista no local. Hospitais

Célula Eficiência celebra a segunda vitória consecutiva a bordo da Maria Fumaça

Reconhecer resultados é também uma forma de fortalecer a qualidade da assistência. Na BNG Hub, a Escalada da Saúde transforma metas operacionais em um programa contínuo de engajamento, colaboração e valorização das equipes responsáveis pela gestão de escalas médicas. Em setembro, a célula Eficiência celebrou sua segunda vitória consecutiva na Escalada da Saúde. A conquista, alcançada pelos resultados obtidos nos dois meses anteriores, reflete consistência, organização e compromisso com uma operação que funciona todos os dias nos bastidores da saúde.  Uma cultura orientada por valores O time de escalas da BNG Hub é organizado em nove células: Respeito, Relacionamento, Humanização, Precisão, Inovação, Eficiência, Diversidade, Responsabilidade e Reciprocidade. Mais do que nomes, esses grupos representam os valores que orientam a atuação da empresa. Cada célula reúne profissionais que trabalham de forma integrada para garantir a cobertura das escalas médicas nas unidades atendidas, contribuindo para a continuidade dos serviços e para a eficiência da operação. Reconhecer quem faz a operação acontecer A gestão de escalas é uma atividade essencial para o funcionamento dos serviços de saúde. É ela que ajuda a garantir equipes completas, reduzir ausências e dar previsibilidade às operações hospitalares e ambulatoriais. A Escalada da Saúde foi criada para reconhecer esse trabalho de forma estruturada, valorizando equipes que alcançam seus indicadores e incentivando a melhoria contínua. A iniciativa reforça uma cultura em que desempenho e colaboração caminham juntos. A conquista consecutiva da célula Eficiência evidencia exatamente isso: resultados sustentáveis são construídos com disciplina, alinhamento e trabalho coletivo. Uma celebração à altura da conquista Como reconhecimento pelo desempenho alcançado, a equipe participou de uma experiência especial na tradicional Maria Fumaça de Campinas, no dia 5 de setembro. O passeio, que percorre o trajeto entre Anhumas e Jaguariúna, foi um momento de integração e celebração da dedicação de um time que faz a diferença diariamente. “É um momento importante e representa um conquista física do esforço diario… São momentos de leveza e descontração que nos aproximam e fazem entender que para além de um “Parábens”, nosso trabalho está sendo reconhecido. A explicação histórica sobre as paisagens é muito interessante e nos ensinou bastante sobre a história da nossa região.” – Gabriel Silva, Líder de escalas. Pessoas no centro da transformação Na BNG Hub, acreditamos que entregas de excelência começam por pessoas valorizadas. Investir em reconhecimento é investir em equipes mais engajadas, processos mais consistentes e, consequentemente, em uma saúde mais eficiente para todos. Faça parte dessa jornada Se você acredita no poder da colaboração e quer construir uma carreira com propósito na saúde, conheça as oportunidades abertas e venha crescer com a BNG Hub. Conheça nossas vagas.

Gestão em saúde pública: como estruturar uma rede eficiente sem aumentar as despesas

Gestão em saúde pública é o conjunto de decisões que organiza pessoas, processos, tecnologia e informação clínica para que uma rede entregue mais acesso com os recursos de que dispõe. A demanda cresce continuamente, mas os recursos não acompanham o mesmo ritmo: filas para consultas especializadas, cirurgias eletivas e exames se alongam, enquanto hospitais trabalham para completar escalas médicas, otimizar leitos e manter a previsibilidade orçamentária. Estruturar uma rede de saúde mais eficiente sem ampliar despesas depende menos de novas estruturas físicas e mais de quatro frentes integradas: organização da oferta de especialidades, gestão antecipada de escalas médicas, uso de telemedicina para redistribuir capacidade entre territórios e governança clínica sobre os dados assistenciais. Na prática, boa parte dos gargalos não nasce exclusivamente da falta de recursos, mas da fragmentação entre processos assistenciais, gestão de pessoas, regulação e informação clínica. É nessa integração que modelos eficientes de gestão conseguem ampliar o acesso, reduzir desperdícios e melhorar indicadores sem depender, necessariamente, da criação de novas estruturas. Por que as filas por especialidades crescem mesmo com médicos disponíveis? Porque a fila da especialidade é, em boa parte, um problema de organização da oferta, e não apenas de número de profissionais. Quando um paciente espera meses por uma consulta com cardiologia ou ortopedia, a percepção mais comum é de que faltam especialistas. Em alguns casos isso é verdade, mas frequentemente a capacidade existe e não está sendo direcionada. Encaminhamentos sem critério clínico definido, escalas com vagas em aberto, ausência de protocolos de priorização, baixa integração entre Atenção Primária e especializada e ocupação ineficiente de leitos criam um efeito cascata que aumenta o tempo de espera para toda a população. Em outras palavras, uma rede eficiente não é necessariamente aquela que possui mais hospitais, mas aquela que consegue direcionar o paciente certo para o cuidado certo, no momento adequado. O que faz o complexo regulador em uma rede municipal? O complexo regulador é a estrutura que recebe as solicitações de consultas, exames e internações, aplica critérios de prioridade clínica e distribui essas solicitações entre os pontos da rede que têm vaga disponível. É ele que transforma a capacidade instalada em agenda efetivamente ocupada. Quando a regulação opera com protocolos claros, fila única e informação atualizada sobre a oferta de cada unidade, dois ganhos aparecem: o paciente de maior risco é chamado antes e as vagas ociosas de uma unidade passam a absorver a demanda represada de outra. Sem essa camada, a rede pode ter vaga e fila ao mesmo tempo, em pontos diferentes do mesmo território. Telemedicina reduz filas sem aumentar a estrutura física? Sim: a telemedicina permite redistribuir a capacidade médica entre territórios sem exigir nova estrutura física, aproximando especialistas de municípios onde a fixação desses profissionais em tempo integral é limitada. Entre as ferramentas que mais transformaram a gestão pública nos últimos anos, ela ocupa um papel estratégico justamente por isso, indo muito além de simplesmente realizar consultas à distância.  A experiência da BNG Hub demonstra esse potencial. Em Pinhais (PR), o Consultório Virtual de Especialidades ultrapassou 10 mil consultas especializadas entre fevereiro de 2024 e maio de 2026, somando 3.715 horas de atendimento médico direto e eliminando as filas em 85% das especialidades médicas reguladas. O serviço concentrou sete especialidades prioritárias: psiquiatria, neurologia, gastroenterologia, endocrinologia, cardiologia, reumatologia e pneumologia. Leia o case completo aqui. Em São Sebastião (SP), a operação da Boas Novas Clínica Médica, marca da BNG Hub, com tecnologia BNG LinkCare, realizou mais de 6.600 atendimentos entre maio de 2024 e junho de 2025, com nota 9,6 de 10 em satisfação geral e 95% dos pacientes recomendando o serviço. O impacto orçamentário dessa operação aparece mais adiante. Como a gestão de escalas médicas reduz custos operacionais? A gestão de escalas médicas é o planejamento antecipado de quem cobre cada plantão, em qual unidade e por qual vínculo. Quando essa definição fica para a última hora, ela gera custo: contratação emergencial, hora extra e rotatividade. O resultado aparece tanto no orçamento quanto na experiência do paciente, que passa a enfrentar cancelamentos, remarcações e descontinuidade da assistência. Essa é também uma das conexões menos discutidas com a fila da especialidade. Uma agenda ambulatorial só existe se houver profissional confirmado para ocupá-la, de modo que completude de escala e tempo de espera são partes do mesmo problema. Por isso, a gestão de escalas deixa de ser uma atividade administrativa para se tornar uma estratégia operacional. Organizações de alta performance acompanham indicadores como vacância por especialidade, absenteísmo médico, antecedência de fechamento das escalas, taxa de substituições emergenciais e recorrência de profissionais por unidade. Esses dados permitem identificar padrões antes que eles se transformem em crises operacionais. Na BNG Hub, a atuação dos escalistas vai além da gestão de plantões. O acompanhamento próximo da agenda dos médicos, o conhecimento sobre disponibilidade, preferências e histórico de atuação cria uma relação de confiança que reduz a rotatividade e aumenta a previsibilidade das escalas.  Esse modelo foi aplicado no CHSPSP Carandiru, complexo hospitalar do sistema penitenciário paulista com cerca de 251 leitos. Desde o início da operação, em junho de 2024, a gestão estruturada de escalas conduzida pela BNG Hub sustentou mais de 95% de completude nas escalas e 0,2% de absenteísmo médico, com 100% dos profissionais registrados em RQE. Foram 759 plantões realizados em Cirurgia Geral, incluindo Fisiatria, 96 na Enfermaria de Clínica Médica e 79 na Unidade Semi Intensiva. Em dois anos, a operação passou de uma para seis frentes assistenciais. Como a Atenção Primária reduz internações e filas na especializada? A Atenção Primária é o principal determinante da pressão que chega ao hospital. Boa parte das internações por condições crônicas pode ser evitada com acompanhamento contínuo nesse nível de atenção, somado a protocolos definidos de encaminhamento e contrarreferência. Quando esse primeiro nível funciona de forma integrada com especialistas, muitos casos deixam de evoluir para quadros de maior complexidade. A teleinterconsulta cumpre um papel central nessa integração. Ela permite que médicos da ponta discutam casos com especialistas antes de encaminhar o paciente, qualificando decisões clínicas

Telemedicina BNG no SUS: Como apoiamos municípios a reduzir a fila de atendimento por especialistas

A telemedicina no SUS serve para colocar o paciente diante de um médico sem que a rede precise construir mais estrutura física nem contratar mais especialistas presenciais. Ela produz resultado quando o canal digital é parte do fluxo assistencial do município, integrado à triagem, ao encaminhamento, ao retorno e ao prontuário, e não quando opera como serviço paralelo. Na BNG Hub, acreditamos que a tecnologia só se converte em acesso quando vem acompanhada de inteligência operacional, governança clínica e acompanhamento contínuo de indicadores. Os projetos que operamos em parceria com redes municipais mostram a dimensão desse ganho. Em Pinhais (PR), o Consultório Virtual de Especialidades acumulou mais de 10 mil consultas especializadas entre fevereiro de 2024 e maio de 2026, com filas eliminadas em 85% das especialidades. Em São Sebastião (SP), o projeto de telessaúde registrou mais de 6.600 atendimentos, R$ 1,9 milhão em economia para os cofres públicos e nota 9,6 de satisfação dos pacientes entre maio de 2024 e junho de 2025. Em Mirassol (SP), o TeleUPA foi desenhado para uma cobertura médica de 24 horas por dia na porta de entrada do pronto atendimento. Para que serve a telemedicina numa rede pública de saúde? A telemedicina gera resultado quando responde a gargalos da gestão assistencial que são comuns a praticamente toda rede de saúde brasileira: escassez de especialistas em determinadas regiões, demanda concentrada no pronto atendimento e agenda ambulatorial ocupada por retornos que poderiam ser conduzidos a distância. Na prática, ela cria rotas alternativas de atendimento em três momentos distintos do cuidado, e cada uma dessas rotas exige desenho operacional próprio. Gestão de fluxo no pronto atendimento e agilidade na triagem. Casos de menor complexidade, classificados como fichas verdes e azuis, podem ser absorvidos por pontos remotos dedicados dentro da própria unidade. Com isso, a operação assistencial distribui melhor a demanda que chega à recepção, e a triagem digital permite que as equipes presenciais mantenham foco e recursos concentrados no manejo de urgências e emergências graves. Ampliação de acesso ao cuidado especializado. Em localidades que enfrentam escassez de especialistas, a telemedicina amplia o acesso por diferentes formatos de atendimento, de estruturas físicas equipadas com cabines de telemedicina a dispositivos digitais como computadores e smartphones. O que define o alcance não é o equipamento, mas a capacidade de dar escala assistencial ao que a rede já oferece. Fluidez na atenção especializada e redução de absenteísmo. A migração de retornos, reavaliações e checagem de exames para o formato digital libera a agenda ambulatorial presencial para novos diagnósticos. O efeito prático é a aceleração na redução das filas de espera, tanto em redes municipais quanto em operações corporativas, porque a oferta cresce sem depender da chegada de mais profissionais presenciais. Quais resultados a telemedicina já entregou em municípios brasileiros? A consolidação de um modelo de saúde digital depende da capacidade de converter tecnologia em resultado operacional e clínico. Plataformas, conectividade e ferramentas digitais são o motor da operação, mas alcançam potencial máximo quando integradas a processos assistenciais estruturados, governança clínica e monitoramento permanente de indicadores. É essa combinação, e não a ferramenta isolada, que sustenta a qualidade assistencial ao longo do tempo. Os três casos abaixo vêm de parcerias do ecossistema BNG Hub com redes municipais, em cenários assistenciais diferentes: atenção especializada ambulatorial, articulação entre níveis de atenção e porta de entrada de urgência. Pinhais (PR): o desafio de ampliar o acesso à atenção especializada O desafio: a espera por consulta especializada é um dos pontos de maior pressão nas redes públicas brasileiras. Quando o acesso ao especialista é limitado, casos que poderiam ser conduzidos com apoio remoto permanecem mais tempo nas filas de encaminhamento e retornam à Atenção Primária, que passa a absorver uma demanda para a qual não foi desenhada. A solução: em fevereiro de 2024, a rede municipal de Pinhais passou a contar com o Consultório Virtual de Especialidades, em formato telepresencial dentro das próprias unidades de saúde municipais. O serviço começou com sete especialidades: Psiquiatria, Neurologia, Gastroenterologia, Endocrinologia, Cardiologia, Reumatologia e Pneumologia. Ao longo da operação, foram incorporados os serviços integrados de Teleconsultoria e Telerregulação, que qualificam o encaminhamento antes de ele virar fila. A operação: o serviço é coordenado pela Dra. Amanda Furlan e sustentado por três pilares que orientam a rotina das equipes: Organização, Excelência Técnica e Relacionamento. O paciente é atendido na unidade de saúde mais próxima, com apoio da equipe local, enquanto o especialista conduz a consulta à distância. A operação também comportou um Mutirão de Saúde, com mais de 2 mil atendimentos concentrados em um esforço pontual de redução de demanda acumulada. Os resultados: Mais de 400 atendimentos no primeiro mês de operação. Mais de 10 mil consultas especializadas entre fevereiro de 2024 e maio de 2026. 3.715 horas de atendimento médico direto. 100% de estabilidade operacional. Filas eliminadas em 85% das especialidades atendidas. Mais de 2 mil atendimentos no Mutirão de Saúde. O reconhecimento: o projeto conquistou o 2º lugar no Prêmio Gestor Público Paraná e foi selecionado para apresentação na 10ª Semana de Inovação da Enap, em Brasília. São Sebastião (SP): o desafio de ampliar consultas especializadas sem ampliar estrutura física O desafio: garantir acesso a consultas especializadas em tempo adequado exige oferta que, no modelo exclusivamente presencial, depende de estrutura física e de disponibilidade de especialistas no território. É uma equação estrutural do setor, e não uma particularidade do município. A solução e a operação: a iniciativa conectou pacientes da rede municipal a médicos especialistas por meio de um modelo integrado de atendimento remoto, incorporado aos fluxos assistenciais existentes. A tecnologia entrou como camada de ampliação de acesso e de otimização dos recursos já disponíveis na rede, não como serviço à parte. Os resultados, entre maio de 2024 e junho de 2025: Mais de 6.600 atendimentos realizados. R$ 1,9 milhão em economia para os cofres públicos. Nota 9,6 de satisfação dos pacientes. 95% dos pacientes afirmaram que recomendariam o serviço. Os indicadores mostram que eficiência operacional e experiência do paciente podem caminhar juntas quando a tecnologia é

Telemedicina, formação médica e tecnologia: Dr. Altair Massaro na Rádio Central FM

O Dr. Altair Massaro, Gerente Técnico Estratégico e de Novos Negócios da BNG Hub, foi o convidado do programa Debate Central, da Rádio Central FM de Campinas. Em pouco mais de uma hora de conversa, ele tratou da resolutividade da telemedicina, do déficit de vagas de residência médica no Brasil, do modelo figital que a BNG Hub tem implantado em municípios de diferentes estados e do papel da inteligência artificial como apoio ao médico. Reunimos aqui os principais pontos da entrevista. Quem é o Dr. Altair Massaro Médico formado pela Unicamp em 1989, o Dr. Altair reúne mais de 30 anos de experiência em gestão hospitalar, governança clínica e liderança médica. Fez residência em tocoginecologia e mestrado em Saúde Coletiva, ambos na Unicamp, e especialização em Medicina Intensiva no Hospital Albert Einstein. Na assistência, seguiu para urgência, emergência e terapia intensiva, com passagem pelo SAMU Campinas. Sua trajetória combina três frentes que aparecem com clareza ao longo da entrevista. Na política pública nacional, foi consultor do Ministério da Saúde por mais de 16 anos, entre 2001 e 2017. Participou da Política Nacional de Humanização, o HumanizaSUS, da Qualificação da Atenção e da Gestão, o QualiSUS, e do Projeto SOS Emergência, iniciativas que apoiaram a melhoria assistencial em redes hospitalares e de urgência e emergência em estados de todo o país. Esse repertório explica a leitura que ele faz do SUS e do desafio de qualificar o acesso diante de recurso finito. Na formação de lideranças médicas, foi docente do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, por 11 anos, entre 2013 e 2023. Ali atuou no desenvolvimento de currículo em gestão hospitalar e governança clínica, na mentoria de médicos em transição para posições executivas e na formação de docentes e preceptores com foco em metodologias ativas de ensino. É desse lugar que vem sua defesa da capacitação continuada como responsabilidade do sistema, e não do profissional isolado. Na gestão hospitalar, foi coordenador médico e diretor de linha de cuidados cirúrgicos do Hospital Mário Gatti, em Campinas, por 16 anos, assessor técnico da Secretaria Municipal de Saúde de Campinas e diretor geral e técnico do Hospital Maternidade de Campinas. Hoje, como gerente técnico estratégico e de novos negócios da BNG Hub, lidera projetos de inovação em telemedicina, saúde corporativa e protocolos clínicos, incluindo a estruturação de fluxogramas de atendimento e governança clínica para plataformas de telemedicina. Por que a telemedicina é segura, segundo o Dr. Altair Massaro O Dr. Altair começou descartando o argumento que costuma abrir esse debate, o de que a telemedicina se justificaria porque o exame físico já teria perdido espaço na prática clínica. Para ele, esse é um raciocínio que não se sustenta, porque usa uma falha para justificar outra. A defesa que ele apresenta é positiva e parte da incorporação de tecnologia que a medicina sempre fez. Quando ele se formou, o ultrassom ainda produzia imagens precárias. Hoje, para uma avaliação pulmonar, cardíaca ou abdominal, o ultrassom entrega mais informação do que o estetoscópio. A angiotomografia permite visualizar as coronárias com boa precisão, sem a necessidade de um cateter. “A gente tem capacidade de discernir até onde vai e o que é possível de responder”, afirmou. É esse discernimento clínico, e não a distância física, que define a segurança do atendimento remoto e o momento em que o paciente precisa ser encaminhado para avaliação presencial. Quanto a telemedicina resolve na prática Os patamares de resolutividade citados na entrevista foram: De 90% a 95% das questões clínicas resolvidas em telemedicina De 70% a 75% das questões de clínica cirúrgica resolvidas a distância O Dr. Altair explicou que, mesmo nos casos com indicação cirúrgica, o atendimento remoto tem papel relevante. Um paciente com cálculo na vesícula ou no rim pode ter boa parte do preparo conduzido a distância, chegando mais bem preparado ao procedimento. “O advento da telemedicina hoje é seguro e tem resolutividade comprovada”, resumiu. O déficit de vagas de residência e a distribuição de especialistas Um dos trechos mais densos da entrevista tratou de um gargalo estrutural da saúde brasileira. O Brasil forma cerca de 32 mil médicos por ano, número com tendência de alta pela ampliação das escolas de medicina. As vagas de residência médica, no mesmo período, somam de 16 mil a 19 mil. A diferença é um déficit de aproximadamente 12 mil vagas por ano. A residência segue sendo o padrão ouro da formação médica. São anos dentro do hospital depois dos seis anos de graduação, chegando a cinco anos adicionais em algumas especialidades. Ampliar a formação sem ampliar na mesma proporção a capacidade de absorção em residência mantém esse gap aberto. A consequência aparece na ponta. Especialista escasso é mais difícil de contratar e de fixar em determinadas regiões. O Dr. Altair citou a clínica que a BNG mantém em parceria em Itaquera, na zona leste da cidade de São Paulo, onde atua como referência técnica, e onde há dificuldade para alocar reumatologista e psiquiatra. Se o desafio existe dentro da capital paulista, ele se amplia no interior do país. A telemedicina responde exatamente a essa distância. O especialista pode estar na zona leste de São Paulo e atender pacientes no Ouro Verde ou no Campo Grande, em Campinas. O modelo figital: o físico e o digital no mesmo atendimento O Dr. Altair diferenciou dois formatos de telemedicina em operação. O primeiro é o teleatendimento direto, em que o paciente usa o próprio celular, tablet ou computador para falar com o médico. Funciona bem para acompanhamento e para casos em que os exames já estão disponíveis. O segundo é o modelo que a BNG Hub tem implantado, chamado de figital, a junção de físico e digital. Nele, a unidade de saúde, pública ou privada, recebe a estrutura de telemedicina e conta com um enfermeiro que acolhe o paciente presencialmente. Esse profissional afere pressão, temperatura e demais sinais, faz o cadastro e conecta o paciente ao médico, que pode estar em outra cidade. A consulta acontece com um

Mutirão Brasil sem Varizes amplia o acesso à cirurgia vascular pelo SUS

A equipe de Cirurgia Vascular da BNG Hub participou do mutirão nacional “Brasil sem Varizes”, realizado em 15 de agosto de 2026, e operou 10 pacientes que aguardavam cirurgia de varizes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, em Belo Horizonte (MG). A partir do mutirão, a cirurgia de varizes passa a integrar o rol de procedimentos oferecidos pela equipe na Unidade. O que é o mutirão Brasil sem Varizes Organizado pela Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), o mutirão reuniu 105 serviços de saúde de todo o país, segundo a entidade, em uma convocação nacional. A data marca o Dia do Médico Angiologista e Cirurgião Vascular e tem, tradicionalmente, o papel de conscientizar a população sobre a prevenção e o tratamento das doenças do sistema circulatório. Quantas cirurgias de varizes foram feitas no Hospital Célio de Castro Foram 10 procedimentos, realizados por técnica cirúrgica convencional, para o tratamento de varizes dos membros inferiores, manifestação da insuficiência venosa crônica. Todos os pacientes atendidos estavam na fila da cirurgia pelo SUS no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro. Por que o mutirão importa para o paciente do SUS Para o paciente do SUS, o efeito prático do mutirão é direto: dez pessoas que aguardavam na fila da cirurgia de varizes foram operadas em um único dia. O tratamento cirúrgico da insuficiência venosa crônica é indicado por cirurgião vascular após avaliação individual, e a antecipação do procedimento reduz o tempo de convivência com os sintomas da doença. O que muda para o paciente do SUS depois do mutirão A partir de agora, a cirurgia para tratamento de varizes entra no rol de procedimentos da equipe de Cirurgia Vascular no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro. É mais uma conquista da parceria entre a Unidade e a BNG Hub, que amplia de forma permanente a oferta de tratamento vascular para os pacientes do SUS em Belo Horizonte. Amplie a oferta de cirurgia vascular na sua unidade A BNG Hub atua com equipes médicas especializadas dentro de hospitais públicos, apoiando gestores na ampliação da oferta assistencial e na resolutividade de especialidades como a Cirurgia Vascular. Se a sua unidade quer estruturar ou expandir o atendimento em cirurgia vascular, fale com a BNG Hub.

Gestão de escalas médicas na alta complexidade: Cirurgia Vascular do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro

O alinhamento da escala médica e a atração de cirurgiões vasculares qualificados permitiram a reorganização da assistência no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro (HMDCC), em Belo Horizonte. A partir de uma estratégia pautada em recrutamento especializado, valorização profissional e governança de escalas, a BNG Hub contribuiu para a completude dos plantões, conferindo celeridade a exames, consultas e procedimentos cirúrgicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O HMDCC integra a rede pública de saúde de Belo Horizonte e atua em um contexto de assistência hospitalar especializada. Com 460 leitos, sendo 80 de UTI, e 16 salas cirúrgicas, o hospital funciona como retaguarda para casos de urgência e emergência clínica, cirúrgica e de AVC, além de ser referência para a rede municipal e estadual de saúde.  Nesse cenário, a Cirurgia Vascular desempenha um papel fundamental no atendimento de pacientes que necessitam de avaliação especializada, exames diagnósticos e procedimentos para o tratamento de doenças vasculares. Por envolver casos que podem exigir acompanhamento contínuo e intervenção em diferentes etapas da internação, a especialidade depende de uma equipe médica disponível e de uma escala organizada. A continuidade da cobertura dos plantões, portanto, é um dos elementos que sustentam a fluidez da assistência e o aproveitamento da estrutura hospitalar disponível. O impacto da oscilação de escalas em procedimentos vasculares Em um hospital com esse perfil, a inconstância no preenchimento de escalas médicas compromete a previsibilidade da operação e dificulta a organização da assistência. Quando a cobertura dos especialistas não é estável, diferentes etapas do atendimento podem sofrer impactos, desde a continuidade do acompanhamento clínico até a programação de procedimentos e exames.  Na Cirurgia Vascular, esse efeito ganha ainda mais relevância. Pacientes internados podem depender de avaliações especializadas, exames diagnósticos e intervenções em uma sequência que exige agilidade. Sem uma equipe disponível de forma contínua, procedimentos podem ser represados, a utilização do bloco cirúrgico e da hemodinâmica pode ser prejudicada e a demanda sobre os profissionais presentes tende a aumentar.  A atuação da BNG Hub junto à equipe do HMDCC Diante de um desafio comum aos serviços vasculares de alta complexidade, a BNG Hub passou a atuar na Cirurgia Vascular do HMDCC com uma estratégia pautada no fortalecimento da gestão de capital humano em alinhamento com a coordenação da unidade. Recrutamento e seleção especializada: atração de cirurgiões vasculares capacitados e alinhados às exigências da assistência vascular no SUS; Política de retenção e valorização: melhoria da atratividade do plantão, garantindo motivação, ambiente propício e engajamento das equipes; Fechamento rigoroso de escalas: planejamento operacional constante para zerar furos e desfalques na cobertura médica. “O projeto vem alcançando sucesso no recrutamento de profissionais capacitados e sua fixação a longo prazo na equipe. A escala completa e organizada promoveu celeridade direta no tratamento das doenças vasculares da unidade.” – Guilherme Cançado, Coordenador Médico no HMDCC. Resultados da gestão de escalas na assistência do HMDCC A estabilização da equipe médica de Cirurgia Vascular trouxe fluidez para a rotina do HMDCC. A presença constante de especialistas no bloco cirúrgico, na hemodinâmica, nas enfermarias e nos ambulatórios garante um fluxo contínuo de atendimento público de saúde. Entre os resultados, destacam-se a agilidade no tratamento vascular, com redução do tempo de espera interno para exames e intervenções de pacientes internados; a segurança e padronização assistencial, com processos organizados que conferem amparo técnico aos cirurgiões e proteção aos pacientes; e o acompanhamento positivo do contratante, com evolução constante da operação monitorada com entusiasmo pela coordenação do HMDCC.  Gestão médica especializada como suporte à eficiência hospitalar A experiência no Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro reafirma que a saúde pública de excelência exige inteligência na alocação e manutenção de médicos especialistas. A união entre governança clínica, respeito aos profissionais e gestão ativa de escalas garante que a infraestrutura hospitalar funcione em sua máxima capacidade resolutiva. A BNG Hub segue dedicada a apoiar hospitais públicos e privados no fortalecimento de suas equipes e no alcance da eficiência operacional em todo o país. Converse conosco sobre gestão de escalas médicas para hospitais públicos e privados de alta complexidade clicando neste link.

Giro de Valor: mapeamento de processos e melhoria contínua na saúde

O Giro de Valor é uma iniciativa da BNG Hub em que as equipes apresentam seus principais processos umas para as outras, ampliando a visão sobre como cada área contribui para a operação. A prática nasce do mapeamento de processos conduzido pela área de Qualidade e sustenta uma cultura de colaboração e melhoria contínua. Na saúde, cada resultado carrega uma rede de conexões por trás. Ele é construído a partir da integração entre pessoas, áreas, processos e tecnologias que trabalham com um mesmo objetivo: gerar impacto positivo na vida das pessoas. Por isso, acreditamos que transformar a saúde também passa pela forma como estruturamos nossa operação e fortalecemos nossas conexões internas. Como funciona o Giro de Valor O gatilho de cada encontro é a validação. Quando o mapeamento de um setor é aprovado pela Qualidade e pelo gestor da área, a equipe apresenta uma visão geral do seu processo às demais, em formato curto. O objetivo não é decorar fluxograma: é entender como os setores se conectam. As apresentações começaram no mês de agosto e acontecem semanalmente, até que todas as 22 áreas tenham passado pelo ciclo. A iniciativa nasceu do encontro entre duas frentes. De um lado, o trabalho de mapeamento de processos conduzido pela área de Qualidade. De outro, a proposta de Dr. Diogo Vinicius, CEO da BNG Hub, de transformar esse material em apresentações abertas, para que o conhecimento circulasse por toda a empresa em vez de ficar restrito à documentação de cada setor. Por que o nome Giro de Valor? Giro vem da imagem da engrenagem. Uma engrenagem maior gira mais lentamente, porque é mais detalhista, e uma menor gira mais rápido. Cada uma tem seu ritmo, e os dentes se encaixam para que uma faça a outra rodar. É assim que as áreas se relacionam: nenhuma entrega sozinha o resultado que chega ao paciente.  Valor remete à cadeia de valor, o desenho que separa processos principais e de apoio, estratégicos e operacionais, e ao valor que cada área gera para as outras. Vale notar que valor, aqui, não é só financeiro: reduzir desperdício de tempo libera horas para outra entrega. O que é mapeamento de processos Mapear processos significa registrar como o trabalho acontece de verdade: onde o processo começa, quais são as principais etapas, quem participa, quais decisões precisam ser tomadas, onde podem existir gargalos e qual é a entrega final. Funciona como um mapa de percurso, mostrando o que acontece antes e depois de cada atividade. Nem todo risco pode ser eliminado. Mas todo risco conhecido pode receber uma barreira, para que ele não chegue ao cliente nem ao paciente. “O mapeamento de processos nos permite conhecer melhor a nossa operação, identificar oportunidades de melhoria e criar barreiras para riscos. Quando entendemos como cada etapa funciona e como elas se conectam, conseguimos evoluir continuamente e entregar mais valor para a organização.” – Natalia Santos, Supervisora de Qualidade da BNG Hub Conhecer o processo do outro fortalece a entrega Em geral, sabemos bem como o trabalho dos outros afeta o nosso. A pergunta menos frequente é a inversa: onde o meu trabalho entra no processo do outro? Quando essa resposta não está clara, uma entrega que atrasa pode ser lida como desinteresse, quando na verdade o outro setor seguia um fluxo diferente. O custo também é operacional: uma informação incompleta em uma área gera atraso, dúvida e retrabalho em várias outras, em um efeito dominó que raramente é atribuído à sua causa real. Um exemplo torna a conexão concreta. Se o Jurídico não disponibiliza um documento no prazo para o time de Licitações, a empresa pode perder uma concorrência pública. É uma cadeia curta, com efeito direto no resultado, e que só fica visível quando as duas áreas conhecem o fluxo uma da outra. Por isso, durante as apresentações, cada equipe explica o que entrega para a organização, como funciona seu fluxo em visão geral, quais áreas se relacionam com seu trabalho e como sua entrega impacta outros setores. Aprendizado que fica: quizzes e reconhecimento O Giro de Valor não se encerra na apresentação. Um pré-teste mede o conhecimento inicial, quizzes cobrem o processo de cada setor apresentado e um pós-teste ao final do ciclo repete perguntas semelhantes às do início, permitindo comparar a evolução. A meta institucional é de no mínimo 90% de engajamento. A pontuação das equipes tem um componente que muda o incentivo: além dos acertos do time e da participação, conta a clareza da apresentação, medida pelos acertos dos outros colaboradores no quiz sobre o setor que apresentou. Ou seja, não basta responder bem. É preciso explicar bem o próprio processo, porque uma apresentação confusa aparece na pontuação. As equipes de melhor desempenho recebem o destaque Donos do Processo. Quem acumula pelo menos 90% de aproveitamento recebe o reconhecimento individual de Especialista Sistêmico. Os mapeamentos oficiais, os quizzes e o ranking ficam reunidos na Central de Mapeamentos, repositório interno mantido pela área de Qualidade. Da melhoria interna ao impacto na ponta Embora o Giro de Valor aconteça dentro da BNG Hub, seus efeitos chegam às entregas que alcançam pacientes que recebem o nosso cuidado, parceiros e profissionais de saúde. Processos mais claros e equipes mais integradas criam condições para uma atuação mais segura e qualificada. A iniciativa também dialoga diretamente com os pilares da nossa cultura. Ver um colega explicando seu trabalho gera relacionamento, humanização e respeito, porque conhecer o processo do outro é o primeiro passo para respeitá-lo. E dominar o próprio fluxo e o das áreas vizinhas se converte em precisão, inovação e performance. Em um setor como a saúde, essa relação é decisiva. Por isso, aprimorar o que acontece dentro da BNG Hub faz parte do nosso compromisso com quem está na ponta: os pacientes. Evoluir faz parte da nossa forma de transformar a saúde Qualidade não é atribuição de uma única área. É resultado do trabalho integrado de todos, e quanto mais cada equipe conhece o processo completo, melhor executa a sua parte. Na BNG

Gestão médica: o elo entre a eficiência operacional e a qualidade assistencial

Em uma instituição de saúde, eficiência e cuidado não podem caminhar de forma isolada. De um lado, posiciona-se a necessidade contínua de organizar equipes, fluxos operacionais, insumos e custos. Do outro, o compromisso absoluto com a segurança, a experiência e o desfecho clínico do paciente. Um dos grandes desafios históricos do setor foi tratar, por muito tempo, essas duas forças como se fossem opostas. Quando a administração hospitalar e a rotina assistencial não conversam, os impactos se manifestam em toda a cadeia. A instituição pode enfrentar dificuldades severas com a previsibilidade financeira, desperdício de materiais de alto custo e ociosidade de leitos, ao mesmo tempo em que eleva a sua exposição a riscos assistenciais. É nessa intersecção que se posiciona a gestão médica especializada: ela atua como o elo estratégico para garantir que a sustentabilidade financeira e a excelência do cuidado caminhem na mesma direção. O desafio de equilibrar a gestão hospitalar em cenários complexos Gerenciar hospitais e unidades de pronto atendimento exige lidar com demandas crescentes e orçamentos cada vez mais pressionados. Manter o equilíbrio dessa engrenagem se tornou um desafio diário para diretores técnicos, executivos e lideranças do setor. Um reflexo claro dessa complexidade é apontado pelas análises epidemiológicas e setoriais da Associação Nacional de Hospitais Privados (ANAHP). Os relatórios da entidade demonstram que a pressão sobre o gerenciamento do tempo médio de permanência hospitalar e o controle rigoroso de glosas são prioridades máximas para as instituições de saúde brasileiras que buscam sustentabilidade. Soma-se a isso o desafio da rotatividade e do absenteísmo dos profissionais de saúde, fatores que impactam diretamente a composição das escalas de plantão e a continuidade da assistência.  Uma equipe médica pode contar com profissionais de altíssima qualificação técnica e, ainda assim, enfrentar falhas graves de integração se não houver um modelo de governança que a sustente. Uma gestão estruturada não busca apenas mensurar produtividade de forma isolada, mas sim criar processos claros para que o médico possa focar o seu tempo e o seu conhecimento técnico no que realmente importa: a assistência ao paciente. Eficiência operacional como vertente do cuidado Falar em eficiência na saúde não significa reduzir o atendimento a números, pelo contrário: a organização dos processos é uma forma de proteger a jornada do paciente e o trabalho do profissional. A verdadeira eficiência nasce da capacidade de identificar e eliminar gargalos invisíveis, como falhas de comunicação interna, ambiência, absenteísmo e desvios na aderência a protocolos clínicos. Quando os processos falham na ponta, o corpo clínico absorve intercorrências operacionais que poderiam ser mitigadas com uma governança preventiva.  Contar com uma gestão médica estruturada traz clareza para a tomada de decisão. Permite que as lideranças antecipem riscos, apoiem o corpo clínico de perto e corrijam rotas com agilidade. O objetivo não é apenas fazer mais, mas fazer melhor, com mais inteligência. A bagagem de uma década moldando operações de alta performance  Na BNG Hub, acreditamos que a transformação da saúde acontece através de conexões de valor. Ao longo de mais de dez anos construindo, liderando e otimizando operações de alta complexidade em todo o país, compreendemos que o sucesso de uma instituição depende de protocolos bem definidos, monitoramento contínuo de indicadores e atuação próxima às equipes assistenciais.  Hoje, nosso ecossistema de soluções em saúde apoia redes públicas e privadas através de uma estrutura robusta e capilarizada. Estamos presentes em 9 estados e no Distrito Federal, gerenciando mais de 400 unidades de saúde e operando mais de 166 mil plantões médicos apenas no último ano. Para garantir que cada unidade parceira conte com cobertura assistencial contínua e suporte regulatório ágil, estruturamos equipes exclusivas dedicadas ao gerenciamento pleno da jornada médica. Organizadas em turnos, elas mantêm a operação acompanhada continuamente, oferecendo suporte ágil às unidades e assegurando que a assistência nunca fique desassistida.  Esse modelo de governança de alta performance permite transformar desafios complexos em resultados expressivos e mensuráveis, somando uma redução de mais de R$ 200 milhões em custos operacionais no consolidado de nossas operações. Tecnologia com foco no paciente A integração entre dados operacionais e ações de gestão ganha ainda mais força quando aplicada para ampliar o acesso e a qualidade da assistência. Tecnologias bem coordenadas são o suporte estratégico que as lideranças precisam para substituir percepções subjetivas por decisões baseadas em evidências concretas. Um exemplo prático dessa sinergia aconteceu em nossa operação no município de São Sebastião, em São Paulo, onde a telemedicina foi integrada de forma nativa à gestão assistencial. Essa união de esforços gerou mais de 6.600 atendimentos especializados e uma economia significativa para a gestão pública local, alcançando uma nota de 9,6 na satisfação dos usuários e 95% de recomendação dos pacientes. Os indicadores comprovam que, quando dados, processos e tecnologia atuam de forma alinhada, as unidades ganham em produtividade, a assistência se torna mais segura, organizada e sustentável, e os resultados são percebidos também pelos pacientes, refletindo em altos índices de satisfação e recomendação.  O futuro da saúde exige conexões integradas O crescimento e a maturidade do setor de saúde exigem uma visão mais ampla sobre o papel das lideranças médicas. Garantir as escalas e a presença física da equipe continuará sendo uma responsabilidade essencial, mas a evolução real depende de olhar também para a governança clínica, segurança do paciente e desenvolvimento contínuo das pessoas. Uma operação eficiente não nasce por acaso, mas se fortalece na união entre processos maduros, inteligência analítica e uma forte cultura de colaboração. É com esse compromisso que a BNG Hub se move todos os dias, apoiando instituições de saúde na construção de operações mais estruturadas, eficientes e sustentáveis.  Conectar processos, pessoas e inteligência é o caminho para impulsionar a alta performance. Conheça as soluções integradas da BNG Hub e descubra como podemos apoiar sua instituição na construção de uma gestão médica mais estratégica.  👉 [Clique aqui para falar com nossos especialistas.]